A vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Vitória, neste sábado, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve bastidores revelados pelo técnico Cuca após o apito final. Em entrevista coletiva, o treinador destacou que diversos atletas entraram em campo enfrentando problemas físicos para ajudar a equipe em um momento considerado importante da temporada.
Entre os casos citados pelo comandante santista, o que mais chamou atenção foi o do lateral-direito Igor Vinicius, que iniciou a partida entre os titulares mesmo convivendo com dores. O jogador sequer participou das atividades realizadas no dia anterior, mas recebeu condições para atuar na Vila Belmiro.
Ao comentar a situação do elenco, Cuca valorizou o comprometimento demonstrado pelos atletas e também fez questão de reconhecer o trabalho realizado internamente para colocá-los à disposição da comissão técnica. “Trabalhamos muito e eles aceitam isso. Temos muitas dificuldades. O sacrifício que o Igor Vinicius faz para jogar, toma infiltração no dedo que está quebrado no pé. Minutos antes de entrar em campo. Isso é louvável. O torcedor tem que ter orgulho de ver os caras representar desse jeito. O Luan teve pressão baixa, não estão nas melhores condições e estão se predispondo para jogar. O Departamento Médico colocou o Oliva que estava meia boca e o Rollheiser. Porque eles se despuseram. Correram risco. Temos que valorizar esses atletas. E o DM que vem sofrendo muitas críticas, mas os caras estão dando o máximo também”, afirmou.
Cuca fez certo ao utilizar jogadores no sacrifício?
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Cuca valoriza retorno de atletas e projeta evolução física
Além de Igor Vinicius, o Santos contou com a participação de Christian Oliva e Rollheiser, que vinham lidando com problemas físicos recentemente. Mesmo sem estarem em condições ideais, ambos foram relacionados e ajudaram a equipe durante a partida diante do Vitória.
Cuca ressaltou que a utilização dos jogadores aconteceu com total alinhamento entre comissão técnica e atletas, sem qualquer imposição para acelerar retornos. “Pela necessidade. Nunca colocamos para jogar sem o consentimento, enalteço a garra que eles têm para jogar. Nós fizemos deles, tanto Oliva e Rollheiser, e ninguém saiu pior do que entrou no jogo”, ressaltou.
Com a pausa das competições para a disputa da Copa do Mundo, o treinador acredita que o período será fundamental para recuperar atletas que seguem em tratamento e melhorar o condicionamento físico do grupo. Segundo ele, a sequência intensa de partidas acabou limitando o trabalho de preparação ao longo dos últimos meses. “Recuperar não. Dar condição melhor para eles, principalmente na parte física e clínica. Eles estarem recuperados das lesões. Tem muito jogador no DM e eles estarem bem fisicamente. Quando jogamos quarta e domingo, destreinamos. Eles precisam de gás. Não é besteira, é verdade. Quem é do futebol sabe. Temos que guardar os jogadores para o jogo, mas não estão saudáveis de treino. Isso faz um diferença enorme”, completou.
Opinião: pausa pode ser tão importante quanto a vitória
Mais do que os três pontos conquistados na Vila Belmiro, a pausa no calendário surge como uma oportunidade valiosa para o Santos. As declarações de Cuca deixam claro que o elenco vinha atuando no limite físico, e ter mais tempo para recuperar jogadores e aprimorar a preparação pode ser um fator decisivo para a equipe buscar uma sequência mais consistente na retomada da temporada.
