O primeiro tempo evidenciou um Flamengo com presença física e competitividade, muito impulsionado pela atuação de Paquetá. O meia assumiu protagonismo na intensidade sem a bola, pressionando a saída adversária, encurtando espaços e participando ativamente das disputas de segunda bola.
Além disso, buscou dar ritmo à circulação ofensiva, alternando inversões, cruzamentos e finalizações de média distância, como no lance em que arriscou da entrada da área. Ainda assim, apesar do volume de participação, encontrou dificuldades diante da forte compactação do Lanús.
Por outro lado, a alta combatividade no meio acabou transformando o jogo em uma disputa física, o que limitou a criatividade rubro-negra. Embora Paquetá tenha sido o motor de intensidade, o Flamengo sofreu para transformar essa energia em infiltrações claras ou superioridade. Dessa forma, a equipe manteve controle em alguns momentos, mas esbarrou na marcação argentina e produziu poucas oportunidades reais, refletindo um primeiro tempo de muita luta no centro do campo e baixa fluidez ofensiva.
Paquetá apagado no segundo tempo
Na etapa final, Paquetá manteve o nível de participação e seguiu como uma das referências de intensidade do Flamengo no setor central. O meia se destacou pela pressão pós-perda e pela tentativa constante de acelerar a circulação, ajudando a equipe a empurrar o Lanús para o campo defensivo em alguns momentos, principalmente no início do segundo tempo.
Além disso, procurou aparecer entre as linhas para oferecer opção de passe e dar continuidade às jogadas, contribuindo para o período em que o time trocou passes no campo ofensivo e buscou maior presença territorial.
Camisa 20 desapareceu da partida
Contudo, à medida que o jogo avançou e o Lanús passou a explorar mais os duelos físicos e as transições, a influência de Paquetá acabou limitada pela falta de aproximação e pela dificuldade coletiva em sustentar a posse com qualidade no último terço.
Mesmo com entrega e combatividade, o meio-campo rubro-negro perdeu intensidade na proteção e no controle dos espaços após o gol adversário, o que aumentou a pressão argentina e reduziu a capacidade de reação. Assim, a atuação do camisa 20 refletiu o panorama da equipe: muita luta e participação, mas pouca eficiência para transformar volume em criação efetiva.
