Após um primeiro ano consistente com a camisa do Fluminense, Canobbio mantém vivo um objetivo que vai além do desempenho em clubes. O atacante segue determinado a reconquistar espaço na Seleção Uruguaia e disputar uma Copa do Mundo, mesmo depois do afastamento ocorrido em 2024, quando divergências com o técnico Marcelo Bielsa interromperam sua sequência de convocações.
Em entrevistas recentes, o jogador deixou claro que encara o momento como uma oportunidade de amadurecimento pessoal e profissional. O bom rendimento no Tricolor das Laranjeiras é visto por ele como um passo importante para voltar ao radar da Celeste, ainda que reconheça que o cenário depende de decisões que fogem ao seu controle.
“Lógico. É um sonho de toda criança, defender o país. Para mim também seria uma segunda chance. Teve 2022 que não consegui tantos minutos, esse ano seria ideal. Sempre estou preparado, tento me preparar para qualquer situação. Se tiver a oportunidade e eu não estivesse preparado, seria um erro que não me perdoaria em vida. Quero estar à disposição do meu país.”
Entre o passado e a esperança de uma nova chance
Canobbio evita transformar o episódio com Bielsa em um ponto de ruptura definitivo. Pelo contrário, adota um discurso de reconciliação com o próprio passado e reforça que nunca deixou de apoiar a seleção, mesmo fora das listas de convocados. O atacante destaca que o tempo trouxe outra perspectiva sobre o que aconteceu e que seu foco permanece no trabalho diário.
“Mas o futuro vai ser o que tiver que ser. Sempre tentei consertar as coisas, passou muito tempo para atrás e me coloco na posição de olhar diferente para o que aconteceu no passado. Sempre vou torcer pela minha seleção. O Mundial de 2010 marcou a nossa geração, e dar alegria para o Uruguai seria inesquecível.”
Opinião da redação do Antenados no Futebol
O discurso de Canobbio soa maduro e coerente com o momento de sua carreira. Dentro de campo, ele responde com regularidade e entrega no Fluminense, o que naturalmente fortalece seu argumento esportivo. A retomada na Seleção Uruguaia, no entanto, passa menos por declarações e mais pela continuidade desse desempenho. Se mantiver o nível apresentado, a chance de uma reaproximação com a Celeste deixa de ser apenas um desejo e passa a ser uma possibilidade concreta.
