O Corinthians empatou com o São Paulo por 1 a 1 neste domingo (18), na Neo Química Arena, pela 3ª rodada do Campeonato Paulista. O jogo, que começou com muita disputa no meio-campo, viu o Timão buscar a reação após sair atrás no placar, com o gol inicial são-paulino marcado por Gonzalo Tapia aos 37 minutos do primeiro tempo. Apesar das várias finalizações e escanteios, o Timão encontrou dificuldades para transformar posse de bola em chances claras de gol.
Meio-campo pressionado e construção de jogadas limitada
O setor de meio-campo do Corinthians teve atuação marcada por alternâncias entre a contenção e a criação. Jogadores como André, Raniele e Carrillo destacaram-se mais nas disputas físicas e na marcação, com muitas faltas cometidas e recebidas, o que prejudicou o ritmo da equipe. Apesar de algumas finalizações de fora da área, como de Matheus Pereira, que está de volta ao Timão após 10 anos, e Gustavo Henrique, a ligação com o ataque foi pouco efetiva, evidenciando uma dificuldade de organização e de penetração nas linhas do São Paulo.
Breno Bidon, que vem sendo observado de perto pela torcida, teve papel decisivo no resultado final. Após uma partida marcada por movimentações altas e participação irregular nos primeiros 45 minutos, o camisa 30 marcou o gol de empate aos 45 minutos do segundo tempo, com “finalização com o pé esquerdo do meio da área”. Sua presença trouxe nova dimensão ao ataque, mas ainda há questionamentos sobre seu posicionamento, já que é canhoto e muitas vezes é colocado pelo lado direito, limitando sua capacidade de criação.
Torcida do Corinthians reconhece talento de Bidon
O desempenho de Bidon dividiu opiniões entre os torcedores. Frases como “Breno Bidon já está merecendo convocação” e “Breno Bidon é MUITO jogador, suprassumo na sua posição.” refletem a admiração pelo talento do meia.
A partida ainda teve alterações que impactaram o ritmo do jogo. Substituições estratégicas, como a entrada de Vitinho no lugar de Raniele e de Pedro Raul no lugar de André, buscaram oferecer mais presença ofensiva, mas o São Paulo manteve boa parte da iniciativa em bolas paradas e finalizações de longa distância. O equilíbrio no segundo tempo, impulsionado pelo gol de Bidon, refletiu a capacidade de reação do Timão, mesmo diante de um meio-campo pressionado.
Do lado do São Paulo, mudanças como as entradas de Jonathan Calleri e Cédric Soares mostraram intenção de manter a superioridade territorial, mas esbarraram na determinação corintiana após o empate. A partida ainda foi marcada por interrupções frequentes, cartões amarelos e faltas, evidenciando um clássico intenso e fisicamente exigente.
Redação do Antenados no Futebol
No balanço geral, Breno Bidon demonstrou que pode ser peça chave para o Corinthians quando consegue atuar mais centralizado e próximo da bola, enquanto o meio-campo coletivo precisa de ajustes para que a equipe consiga transformar posse em chances claras. O empate foi justo pelo que foi apresentado, mas reforça a necessidade de maior organização e constância no setor criativo.
