O Botafogo vive um momento interno delicado. O clube atravessa uma fase política conturbada dentro da SAF e já enfrentou recentemente problemas envolvendo punições da FIFA. Agora, a situação pode voltar a acontecer.
Segundo informações do Globo Esporte, o Botafogo corre contra o tempo para evitar um novo transfer ban por conta da dívida com o Atlanta United pela contratação de Thiago Almada, realizada em 2024.
O clube carioca tem até esta segunda-feira (16) para pagar a segunda parcela do acordo firmado com o Atlanta United. Em fevereiro, o Botafogo conseguiu derrubar um transfer ban após negociar o parcelamento da dívida com o clube norte-americano.
Na ocasião, o Botafogo pagou 10 milhões de dólares (cerca de R$ 53,8 milhões) referentes à primeira parcela do acordo. Com o pagamento, o clube conseguiu regularizar a situação e voltar a registrar novos jogadores. De acordo com o Globo Esporte, o acordo prevê ainda outras quatro parcelas no valor de 5 milhões de dólares (R$ 26,9 milhões) cada.
A segunda parcela foi programada para ser paga na primeira metade de março. Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo, o Atlanta United pode notificar a FIFA, o que faria o Botafogo sofrer novamente um transfer ban.
Preocupação nos bastidores do clube
Nos bastidores, o clima é de preocupação. Fontes ligadas ao clube relataram dificuldades financeiras no momento atual, incluindo a ausência do valor necessário em caixa para realizar o pagamento da parcela. Também existe apreensão sobre a capacidade do clube de manter os compromissos financeiros dos próximos meses. Internamente, já existe a avaliação de que o Botafogo pode acabar sofrendo um novo transfer ban caso a situação não seja resolvida dentro do prazo.
Opinião do Antenado no Futebol
A situação envolvendo Thiago Almada expõe problemas na gestão financeira da SAF do Botafogo sob comando de John Textor. O clube assumiu uma dívida elevada por um jogador que permaneceu apenas seis meses no elenco. Ao mesmo tempo, a operação acabou beneficiando outros clubes ligados ao grupo Eagle, como o Lyon. Diante desse cenário, o Botafogo pode precisar priorizar a redução de dívidas nos próximos meses, mesmo que isso impacte diretamente o nível do elenco dentro de campo.
