Recuperando-se de uma grave lesão sofrida no joelho direito, Rodrygo não poderá disputar a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, mas continua sendo uma das referências do ciclo recente da equipe nacional, liderando a artilharia do período com oito gols em 22 jogos.
Longe da rotina de partidas e treinamentos, o atacante vive uma realidade incomum na carreira. Em vez de participar diretamente da competição, acompanha tudo do lado de fora, situação que o fez revisitar lembranças de quando ainda sonhava em alcançar o futebol profissional e vestir a camisa do Brasil.
Em entrevista ao Extra, o jogador abordou diferentes temas relacionados ao momento atual, passando pela recuperação física, pela convivência com a seleção e pelas experiências acumuladas desde que se tornou presença frequente nas convocações.
Rodrygo fará falta para a Seleção Brasileira?
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Rodrygo relembra trajetória e exalta ligação com a Seleção
Ao comentar a importância que a Seleção Brasileira tem em sua vida, Rodrygo destacou que o sentimento vai muito além das quatro linhas e está ligado à própria identidade como brasileiro. Segundo o atacante: “Seleção Brasileira é sinônimo de orgulho. Antes de tudo, sinto orgulho por ser brasileiro e sempre torcer por uma seleção que representa a nossa cultura como algo bonito, vencedor, mágico, alegre, unido, batalhador. E sinto um orgulho difícil de traduzir em palavras por vestir a camisa da seleção como jogador. É um orgulho que vem do garoto de Osasco (SP) que vestia a camisa falsa da seleção e sonhava ser jogador profissional”.
O camisa do Real Madrid também fez questão de destacar a despedida da delegação no Maracanã, enxergando o evento como uma demonstração da força da relação entre a equipe nacional e seus torcedores. Para ele: “O Maracanã é o estádio que representa o nosso futebol no mundo e uma das casas da seleção. A ideia foi perfeita porque todo o grupo, a comissão técnica e o estafe vão viajar recebendo um grande abraço da torcida, dentro do Maracanã e nas ruas”.
Entre as recordações citadas na entrevista ao Extra, uma delas remete aos tempos em que ainda acompanhava a seleção como espectador. Ao recordar a experiência, Rodrygo afirmou: “Meu primeiro jogo da seleção no estádio foi como torcedor, naquele 3 a 0 contra o Paraguai na Arena Corinthians. Fui com meu pai e vi que o clima é especial, uma energia diferente, com todas as torcidas dos clubes torcendo juntas pelo mesmo time”.
O atacante também falou sobre o impacto causado pela lesão e revelou como encontrou forças para encarar o período de recuperação. De acordo com ele: “Quando aconteceu a lesão e soube o resultado do exame, é claro que veio uma tristeza enorme. Mas logo veio uma força enorme de dentro do meu coração, uma certeza de que a vida segue e de que vou me recuperar e continuar indo atrás dos meus sonhos”. Em seguida, acrescentou: “Minha fé me fortaleceu. Aí tem a importância da presença incondicional da família, das tantas mensagens de apoio, das conversas com pessoas importantes na minha vida, da postura incrível do Real Madrid, das ligações do pessoal da CBF, da seleção e dos companheiros.”
Opinião: mais do que um desfalque
A entrevista mostra que o principal desafio de Rodrygo neste momento não é apenas físico. Mesmo fora da Copa do Mundo, o atacante transmite maturidade ao tratar a recuperação como parte do caminho e reforça uma característica importante dos grandes jogadores: a capacidade de seguir olhando para frente mesmo diante de uma enorme decepção esportiva.
