A Seleção Brasileira entra em campo neste sábado (6) para seu último compromisso antes da Copa do Mundo. O Brasil enfrenta o Egito em amistoso a partir das 19h (horário de Brasília), já em solo estadunidense.
Às vésperas do Mundial, a Seleção está no centro das atenções — após Vanderlei Luxemburgo criticar algumas decisões do técnico Carlo Ancelotti, foi a vez de Carlos Alberto Parreira projetar a participação do Brasil na Copa.
Em entrevista à Record, o técnico do tetracampeonato de 1994 foi sincero ao falar sobre a atual geração do futebol brasileiro. Parreira frisou que a Canarinho não tem mais o melhor futebol do mundo, mas ainda assim é capaz de surpreender.
Nessas horas, a camisa da Seleção vai pesar?
Nessas horas, a camisa da Seleção vai pesar?
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Parreira aposta na camisa pesada da Seleção Brasileira
“Nosso futebol não é mais o melhor do mundo. Mas na hora da Copa, a camisa pesa. O nosso futebol é sempre surpreendente”, destacou Parreira, relembrando a campanha de superação do Brasil na edição de 1994, também nos EUA.
Em contrapartida, Parreira relembrou a participação do Brasil na Copa do Mundo de 2006, marcada pelo favoritismo e decepção contra a França. O técnico voltou a dizer que faltou ‘fome de vencer’ ao grupo que havia acabado de conquistar o penta: “Faltou aquela chama. “Uma coisa é ir para o banquete com fome. Outra é chegar de barriga cheia”.
Sobre a humilhação dentro de casa para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014, Parreira foi sucinto — tratou a goleada histórica no Mineirão como algo inexplicável: “Acontece… Não se explica o inexplicável. Como vai explicar aquele 7 a 1? No intervalo estava 5 a 0”.
Opinião: camisa pesa, mas não joga sozinha
Acreditamos que a declaração de Parreira traduz bem o momento da Seleção. A tradição de um time pentacampeão ainda impõe respeito aos rivais, mas não é o suficiente para sustentar o favoritismo. O Brasil sempre terá peso e relevância dentro da Copa do Mundo, mas sem fome de vencer e um plano eficiente, o hexa volta a ser um sonho difícil.
