Erick Pulgar se consolidou como peça-chave no Flamengo sob o comando de Leonardo Jardim. O chileno assumiu protagonismo no meio-campo e se tornou indispensável para o funcionamento da equipe ao longo da temporada.
Entretanto, mesmo em alta, a situação contratual do volante passou a preocupar internamente. Isso porque existe um acordo firmado na última renovação que prevê uma redução significativa da multa rescisória a partir do meio de 2026.
Dessa forma, o valor da cláusula foi fixado em 6 milhões de dólares (cerca de R$ 31,5 milhões). Portanto, qualquer clube interessado poderá contratar Pulgar por um valor considerado acessível, o que aumenta o risco de saída já na próxima janela.
Além disso, o cenário preocupa ainda mais por lembrar o caso de Gerson. Na ocasião, o Flamengo também reduziu a multa do jogador, que acabou sendo vendido ao Zenit após pagamento da cláusula, sem margem para negociação.
José Boto explica estratégia do Flamengo
Segundo o diretor de futebol José Boto, a definição de multas mais realistas evita negociações prolongadas. “Quando há um valor acordado entre as partes, não existe discussão. A multa serve justamente para isso, e hoje esse tipo de pagamento acontece à vista”, explicou o dirigente.
Apesar disso, o Flamengo ainda não recebeu propostas por Pulgar. Contudo, a diretoria entende que precisa agir nos bastidores, já que o volante recebe menos do que outros jogadores da posição contratados recentemente.
Por isso, uma possível valorização salarial surge como estratégia para manter o chileno no elenco. Assim, caso chegue alguma oferta na próxima janela, o jogador pode optar por seguir no clube.
Opinião: Flamengo corre risco real com decisão contratual
A situação de Pulgar mostra um erro recorrente na gestão de contratos do Flamengo. Embora a ideia de facilitar acordos seja válida, reduzir drasticamente a multa expõe o clube a perdas importantes. Portanto, se não agir rápido com valorização, o Rubro-Negro pode repetir o roteiro que já custou caro no passado.
