O Palmeiras avançou nas conversas para a saída de Bruno Rodrigues depois que o atacante chegou a um acordo com o Internacional, de acordo com informações do repórter Lucas Dias. Além disso, segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o entendimento entre jogador e clube gaúcho já existe, restando apenas ajustes entre as diretorias para viabilizar o empréstimo.
O principal entrave está na divisão dos salários. Bruno Rodrigues recebe cerca de R$ 700 mil mensais, e o Palmeiras deixou claro que deseja que o Internacional arque com a maior parte desse valor. A pedida alviverde gira em torno de 70% dos vencimentos, o que ainda encontra resistência do lado colorado.
Divergência financeira trava avanço entre os clubes
Internamente, o Internacional avalia o perfil do atacante como adequado, mas tenta reduzir o impacto financeiro da operação. A proposta em discussão prevê que o clube gaúcho assuma uma fatia menor dos salários, com o Palmeiras mantendo parte do pagamento durante o período de empréstimo.
Apesar do impasse, o clima entre as partes é de otimismo. A expectativa nos bastidores é de que a negociação seja resolvida nos próximos dias, já que o Palmeiras não conta com Bruno Rodrigues para a sequência da temporada e vê a saída como estratégica para enxugar a folha salarial. Segundo Glauco Pasa, o jogador teria autorizado os seus empresários procurarem imóvel em Porto Alegre.
Bastidores indicam fim de ciclo no Verdão
A situação de Bruno Rodrigues se deteriorou no Palmeiras após episódios de desgaste interno, incluindo decisões que desagradaram a comissão técnica. O entendimento atual é de que o atacante não faz parte dos planos de Abel Ferreira, o que acelerou o processo de liberação para outro clube.
Paralelamente, o Palmeiras segue atento a outras situações do elenco. O atacante Paulinho, por exemplo, continua em recuperação física e ainda não reúne condições de jogo, sendo tratado com cautela pelo departamento médico e pela comissão técnica neste início de temporada.
Opinião da Redação Antenados no Futebol
A negociação de Bruno Rodrigues mostra um Palmeiras mais pragmático no mercado, disposto a ceder ativos que não estão no radar técnico para reorganizar o elenco e o orçamento. Se o acordo com o Internacional for fechado nos termos desejados, o clube ganha fôlego financeiro e clareza de planejamento, mas até que ponto insistir na divisão salarial não pode atrasar saídas necessárias para o equilíbrio do grupo?
