O volante Evertton Araújo, do Flamengo, entrou no radar do West Ham. O clube inglês acionou seu departamento de análise de desempenho para mapear jovens talentos da América do Sul e identificou o meio-campista de 22 anos como um nome com perfil compatível ao futebol da Premier League. Desde então, o jogador passou a ser observado de forma mais próxima pelos olheiros da equipe londrina.

Além do interesse técnico, cifras começaram a ser discutidas internamente. O clube londrino avalia o jogador em cerca de 12 milhões de euros (R$ 74 milhões), contudo a diretoria rubro-negra entende que o potencial de mercado do jogador é superior. Por se tratar de um atleta jovem, com margem de evolução e perfil europeu, o Flamengo trabalha com uma pedida mais elevada.

Filipe Luís barra saída no Flamengo

Enquanto isso, o técnico Filipe Luís já sinalizou internamente que não deseja perder o atleta neste momento da temporada. O comandante considera Evertton peça útil na rotação do elenco, e, portanto, a diretoria adota postura firme. O vínculo do volante vai até dezembro de 2028. Além disso, uma investida recente do Grêmio, na casa de 5 milhões de euros, acabou recusada.

Contudo, o cenário não envolve apenas números. O Flamengo projeta um calendário intenso e definiu um plano de minutagem para o jogador ao longo da temporada. A comissão técnica acredita que ele pode ganhar protagonismo gradualmente.

Do ponto de vista técnico, Evertton reúne características valorizadas no futebol inglês: intensidade, capacidade de marcação e saída rápida de bola. Portanto, a observação do West Ham não é casual, mas parte de um padrão de busca por atletas jovens e fisicamente preparados.

Entretanto, para que qualquer conversa avance, a oferta precisaria superar o patamar considerado “normal” para um jogador ainda em consolidação. Internamente, o Flamengo entende que só vale abrir diálogo diante de cifras que mudem o planejamento esportivo.

Opinião do Antenados do Futebol

Por fim, a decisão do clube carioca parece coerente. Liberar um volante em ascensão, com contrato longo e espaço para valorização, poderia ser precipitado. Portanto, manter o atleta, dar minutos e vendê-lo no auge tende a ser estratégia mais lucrativa.