A Seleção Brasileira segue se preparando para a partida contra o Marrocos neste sábado (13), pela estreia na Copa do Mundo. No entanto, durante os treinamentos da equipe, os jogadores apareceram utilizando o wristcoach, acessório amplamente usado pelos quarterbacks do futebol americano e que possui uma função estratégica para facilitar a comunicação e a execução de jogadas mais complexas.

Quem comentou a situação foi Davi Belfort, quarterback brasileiro que atua no futebol americano universitário dos Estados Unidos. Atualmente, o atleta defende o James Madison Dukes e é filho do ex-campeão do UFC Vitor Belfort e da modelo Joana Prado. Em entrevista ao GE, Davi revelou que ficou surpreso ao ver jogadores de futebol utilizando o equipamento.

“Eu vi [nas redes sociais] e falei: ‘Calma aí, o que é isso?’ Nem me pegou mesmo que eles estavam usando. Pensei, ‘Caraca, talvez seja zoeira’. Aí depois meu pai mandou mensagem falando que estava tendo mesmo. Achei muito engraçado e muito interessante também porque foi a primeira vez que eu vi jogadores de futebol usarem [o wristcoach]. A primeira vez que eu vi um outro esporte usar, nunca ia imaginar”, iniciou.

Como funciona o wristcoach?

Davi também explicou a importância do acessório no futebol americano e como ele ajuda os jogadores a assimilarem informações de forma mais rápida durante as partidas. Segundo o quarterback, o equipamento permite consultar rapidamente jogadas previamente definidas pelos treinadores.

MORRISTOWN, NEW JERSEY – JUNE 3: Casemiro #5 of Brazil and Endrick #19 of Brazil fight for control of the ball during training at Columbia Park Training Facility on June 3, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Ira L. Black/Getty Images)

“Para a gente é muito importante porque os nomes das jogadas são muito longos. Então o treinador fala, por exemplo, ‘jogada 10’. A gente abre, vê o nome da jogada 10 para não ter que memorizar inteira e depois a gente fala para todo mundo. Ajuda muito a pensar menos e a jogar mais rápido”, disse.

“Vou falar o nome aqui de uma jogada bem longa: ‘duo right z motion 56 sixer check can to trips right topper’. Isso é um nome de uma jogada, então é muito difícil memorizar inteiro. Então as jogadas que tem nomes maiores, eles põem no wrist. O máximo que já tive no meu wristband foi umas 40 e poucas jogadas. No futebol americano, tem um limite de tempo para você falar a jogada, repassar e já ir para a próxima, então o processo que tem que ser rápido e o wrist ajuda muito”, finalizou.

O uso do wristcoach vai ajudar a Seleção taticamente?

O uso do wristcoach vai ajudar a Seleção taticamente?

Sim, tecnologia melhora o jogo
Não, frescura desnecessária no futebol

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Opinião: Inovação mostra busca por detalhes na preparação

A utilização do wristcoach mostra como a Seleção Brasileira busca ferramentas diferentes para otimizar a comunicação e os treinamentos. O acessório já é consolidado em outros esportes de alto rendimento e pode ajudar os jogadores a assimilarem instruções de forma mais rápida. Mesmo que o impacto dentro de campo ainda seja difícil de medir, a iniciativa demonstra uma preocupação da comissão técnica com os detalhes da preparação para a Copa do Mundo.