O Internacional voltou a enfrentar problemas fora das quatro linhas e a situação envolve uma disputa judicial que ganhou novos capítulos. O clube gaúcho sofreu uma derrota na Justiça do Rio Grande do Sul em um processo que gira em torno de aproximadamente R$ 640 mil e já se movimenta para tentar reverter a decisão por meio de recurso.
Além disso, o caso está diretamente ligado à contratação do atacante chileno Carlos Palacios, realizada em 2021. A ação foi movida pelo empresário Pablo Leclerc Fluxa, que participou da negociação e cobra valores que, segundo ele, não foram quitados integralmente pelo clube. Apesar disso, internamente, o Internacional contesta a cobrança e considera os valores indevidos.
Contudo, ao tentar suspender a cobrança judicial, o Inter apresentou como garantia o Complexo Parque Gigante, localizado na zona sul de Porto Alegre. Ainda assim, a Justiça rejeitou a proposta, alegando que o imóvel já possui outras dívidas registradas, o que comprometeria sua utilização como forma segura de garantia no processo.
Dessa forma, o magistrado responsável pelo caso destacou que o bem não assegura o pagamento integral do valor discutido. Portanto, na avaliação da Justiça, a existência de outros débitos vinculados ao terreno inviabiliza sua aceitação, o que acabou sendo determinante para a negativa do pedido do clube.
Internacional não vai deixar barato
Mesmo diante do cenário desfavorável, o Internacional não pretende recuar. Pelo contrário, a diretoria sustenta que, mesmo com pendências existentes, o valor do terreno seria suficiente para cobrir a dívida e, por isso, já prepara um recurso para tentar reverter a decisão judicial.
Vale lembrar que essa não foi a primeira tentativa do clube de apresentar garantias no processo. Anteriormente, o Inter ofereceu uma máquina de iluminação do gramado do Beira-Rio, avaliada em cerca de R$ 1 milhão. No entanto, a Justiça também rejeitou essa alternativa, mantendo a pressão sobre o clube na ação.
Por fim, a disputa ainda envolve o histórico da negociação de Palacios, que custou cerca de R$ 15 milhões ao Internacional. O jogador teve passagem discreta, com 35 partidas, nenhum gol marcado e três assistências, antes de ser negociado com o Vasco. Paralelamente, houve ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 240 mil das contas do clube, referente a uma parcela da dívida já vencida.
Opinião: decisão expõe fragilidade financeira
A situação evidencia um problema recorrente nos bastidores do futebol brasileiro: a dificuldade na gestão de contratos e pagamentos envolvendo intermediários. No caso do Internacional, a sequência de garantias recusadas e bloqueios judiciais reforça a necessidade de maior organização financeira e jurídica.
