Antes mesmo da bola rolar na Copa Sul-Americana, o Grêmio já aparece em posição privilegiada por um fator pouco discutido: a logística. Diferente de seus concorrentes diretos, o clube gaúcho terá o menor deslocamento entre os brasileiros na fase de grupos, com cerca de 3.569 km previstos ao longo da competição.
Enquanto isso, outros times enfrentarão um cenário bem mais desgastante. O Atlético-MG, por exemplo, terá mais de 9.500 km pela frente, enquanto São Paulo, Santos e Bragantino também ultrapassam facilmente a marca dos 8 mil km. Portanto, a diferença coloca o Grêmio em vantagem significativa logo no início do torneio.
Além disso, o contexto do grupo favorece ainda mais o Tricolor. Cabeça de chave, a equipe vai encarar Palestino, Montevideo City Torque e Deportivo Riestra, todos em regiões relativamente próximas. Com isso, o impacto físico e logístico tende a ser bem menor, algo que pode refletir diretamente dentro de campo.
Internamente, a comissão técnica já observa esse cenário com atenção. Conforme destacado por Luís Castro, a redução nas viagens significa mais tempo para treinos e recuperação. Contudo, o principal ganho está na possibilidade de manter uma base titular com maior frequência ao longo da competição.
Logística favorece rotina e preparação do Grêmio
Outro fator relevante envolve os locais das partidas. O Montevideo City Torque deve mandar seus jogos no tradicional Estádio Centenário, enquanto o Deportivo Riestra tende a atuar no Nuevo Gasómetro. Portanto, além da curta distância, o Grêmio também enfrentará condições estruturais conhecidas no futebol sul-americano.
Historicamente, equipes que enfrentam menor desgaste logístico apresentam maior regularidade em torneios continentais. Dessa forma, o Grêmio surge como forte candidato à liderança do grupo, especialmente porque apenas o primeiro colocado avança diretamente às oitavas de final.
Opinião do antenados do futebol
Na prática, essa vantagem pode parecer discreta, mas costuma ser decisiva em competições equilibradas. Portanto, se o Grêmio souber aproveitar esse cenário ,somando pontos fora de casa e mantendo intensidade, a tendência é que o clube transforme esse “detalhe invisível” em um diferencial real rumo à classificação.
