O Grêmio venceu o Deportivo Riestra por 1 a 0, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, mas o desempenho ofensivo da equipe gerou questionamentos, mesmo com amplo domínio ao longo dos 90 minutos. A posse de bola superior a 80% evidenciou o controle gremista, mas não se refletiu em grande volume de chances claras.

Após o confronto, o técnico Luís Castro avaliou a atuação e apontou um contraste entre construção e finalização. Para ele, o time conseguiu desenvolver bem as jogadas, mas encontrou dificuldades na hora de concluir as ações ofensivas.

A análise do treinador reforça a ideia de um time que controla o jogo, mas ainda busca maior efetividade no último terço do campo, especialmente diante de adversários que atuam de forma mais defensiva.

O ataque do Grêmio preocupa?

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Domínio não se traduz em gols e técnico aponta dificuldade

“Eu acho que o Grêmio não apresentou dificuldades na criação das jogadas, senão não conseguiria ter 82% de posse de bola. Foi uma construção segura. Tivemos, sim, dificuldade em finalizar. Agora, na criação, não teve qualquer tipo de problema, até porque os números dizem isso”, analisou.

“Não deixamos de criar oportunidades e hoje o adversário não chutou uma vez ao nosso gol e nós chutamos 17 vezes e 6 na direção do gol. Portanto, os números tiram claramente as dúvidas daquilo que fizemos durante o jogo. Das 17 finalizações, deveríamos ter feito mais gols, sim. E devíamos ter criado mais oportunidades, sim. Estou de acordo”, completou.

Luis Castro tecnico do Gremio durante partida contra o Vasco no estadio Sao Januario pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Segundo informações da coletiva divulgadas após a partida, o treinador também explicou as escolhas táticas e as alterações feitas no segundo tempo, que deixaram o time ainda mais ofensivo, mas sem grande impacto em chances claras.

Opinião: Grêmio precisa evoluir na definição

O cenário apresentado pelo jogo deixa claro um ponto de atenção para o Grêmio: ter a bola não é suficiente sem agressividade e precisão na área adversária. O volume ofensivo precisa ser acompanhado de melhor leitura dos espaços e tomadas de decisão mais rápidas.

Além disso, a dificuldade diante de linhas defensivas baixas pode se tornar um problema recorrente ao longo da temporada. Se quiser competir em alto nível, o time precisará encontrar soluções criativas para romper esse tipo de marcação e converter domínio em resultados mais convincentes.