O Vasco deixou o Paraguai pressionado após a derrota para o Olimpia pela Copa Sul-Americana. Sem Renato Gaúcho, que cumpria suspensão imposta pela Conmebol, e após a expulsão de Marcelo Salles ainda no primeiro tempo, quem assumiu a entrevista coletiva foi o auxiliar Bruno Lazaroni, que demonstrou forte irritação com a arbitragem da partida.
Na avaliação do integrante da comissão técnica vascaína, o plano desenhado pelo clube vinha funcionando até o momento decisivo do confronto. O Cruz-Maltino apostava em um jogo mais reativo, explorando os espaços deixados pelo adversário e tentando acelerar nos contra-ataques.
Durante a coletiva, Lazaroni explicou como o Vasco tentou controlar o duelo mesmo sem maior posse de bola. Segundo ele, a equipe conseguiu executar boa parte da estratégia prevista antes da bola rolar. “Tínhamos uma estratégia clara de dar a bola para o Olimpia e, quando eles chegassem em bloco médio, recuperar para criar oportunidades em transição ofensiva. A estratégia praticamente deu certo em boa parte do jogo. Tivemos a oportunidade de fazer o gol e matar o jogo, mas, sinceramente, eu gostaria de falar um pouco: o critério não foi o mesmo para as duas equipes”, disse.
Arbitragem vira principal alvo das reclamações do Vasco
O auxiliar ainda destacou que o Vasco teve oportunidades importantes para definir melhor os contra-ataques, mas voltou a demonstrar insatisfação com a marcação da arbitragem no lance que originou o segundo gol da equipe paraguaia.
Segundo Lazaroni, faltou coerência nas decisões tomadas ao longo da partida. O profissional afirmou que lances semelhantes aconteceram durante o confronto sem que fossem assinalados a favor da equipe carioca. “A gente teve duas transições que poderiam ter terminado no mínimo em finalizações ou em gols. Infelizmente, a falta que originou o segundo gol ele não deu para a gente o jogo inteiro. Aí o juiz de linha vai lá, marca a falta e ele aceita esse critério. Isso prejudicou a gente na partida”, disse.
Outro ponto comentado pelo auxiliar foi a expulsão sofrida pelo Vasco. Diferente das críticas feitas à arbitragem em outros momentos, Lazaroni reconheceu que a decisão do árbitro foi correta e preferiu proteger o atleta envolvido no lance, destacando a pouca rodagem do jogador na temporada. “A expulsão foi correta. É um menino, a gente não pode responsabilizar. É a primeira partida que ele faz no ano como titular. Já tinha entrado em outras oportunidades, mas infelizmente foi um momento crucial da partida”, continuou.
Opinião: derrota aumenta pressão e expõe limite do Vasco na competição
A derrota no Paraguai escancarou o quanto o Vasco ainda sofre em jogos de maior pressão fora de casa. Mesmo com uma estratégia defensiva organizada em parte do confronto, o time teve dificuldades para transformar recuperação de bola em chances realmente perigosas, algo que pesou diretamente no resultado final.
Além disso, o cenário na Sul-Americana ficou muito mais complicado. O próprio Bruno Lazaroni admitiu, em entrevista reproduzida após a partida, que o Vasco agora depende também de outros resultados para avançar na competição. A reta final da fase de grupos promete aumentar ainda mais a pressão sobre o elenco e sobre a comissão técnica.
