A possível desistência do Irã da Copa do Mundo de 2026 abriu um debate curioso nos bastidores do futebol internacional. Isso porque o regulamento do torneio, publicado pela Fifa no ano passado, não determina critérios específicos para substituir uma seleção que abandone a competição. Na prática, a entidade máxima do futebol teria total liberdade para decidir quem herdaria a vaga.
O ponto central está no artigo 6 do documento oficial da Copa do Mundo 2026. O trecho estabelece que, caso uma associação participante desista ou seja excluída do torneio, a Fifa poderá tomar a decisão que considerar mais adequada. Portanto, a entidade também pode escolher qualquer outra seleção para ocupar o lugar vago.
“Se qualquer associação participante desistir ou for excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas necessárias, podendo substituir a seleção por outra associação.” Ou seja, não existe obrigação de seguir ranking, campanha ou ordem de eliminatórias.
Contudo, a desistência não seria simples para qualquer seleção. O mesmo regulamento estipula multas pesadas para equipes que abandonarem o torneio após a classificação. A penalidade mínima é de 250 mil francos suíços, valor que supera R$ 1,6 milhão, podendo dobrar caso a retirada aconteça a menos de 30 dias da abertura da Copa.
Seleções próximas na disputa observam cenário
Apesar da liberdade da Fifa, algumas seleções aparecem como possíveis candidatas a ocupar a vaga caso o Irã realmente deixe o torneio. Entre elas está o Iraque, que avançou nas fases finais das eliminatórias asiáticas e ainda disputa uma repescagem mundial.
Além disso, equipes como Bolívia ou Suriname, que brigam por uma vaga na repescagem intercontinental, poderiam ser beneficiadas dependendo do formato escolhido pela Fifa. Os Emirados Árabes Unidos, que ficaram logo atrás na classificação asiática, também aparecem como candidatos naturais.
Portanto, o histórico recente indica que a entidade pode criar soluções improvisadas caso seja necessário. Em 2025, por exemplo, a Fifa precisou organizar um jogo de repescagem emergencial na Copa do Mundo de Clubes após a exclusão de um time mexicano, situação que acabou resolvida poucas semanas antes da competição.
Opinião do Antenados do Futebol
Por fim, a regra mostra como a Fifa prefere manter flexibilidade máxima em situações de crise. Embora isso permita reagir rapidamente a problemas políticos ou esportivos, também abre espaço para decisões controversas. Caso o Irã realmente abandone a Copa, a escolha da entidade certamente será observada de perto por federações e torcedores, já que o critério final dependerá exclusivamente da própria Fifa.
