A Copa do Mundo é marcada pela tradição dos álbuns de figurinhas, que mobilizam milhões de colecionadores em busca de completar as seleções participantes. No entanto, um anúncio oficial trouxe uma mudança histórica para este cenário.

A FIFA confirmou nesta quinta-feira (7) o encerramento de sua parceria de quase 60 anos com a Panini para a produção dos álbuns e colecionáveis do torneio. A empresa americana Fanatics, por meio da marca Topps, assumirá a produção exclusiva de álbuns, cards colecionáveis físicos e digitais, além de jogos de cartas.

O álbum de figurinhas vai acabar?

Não. A transição completa ocorrerá a partir de 2031, o que garante que a Panini ainda será a responsável pelas coleções das Copas do Mundo de 2026 e 2030. O primeiro álbum sob a nova gestão será o da Copa do Mundo de 2034, na Arábia Saudita.

Modernizar o album

NEW YORK, NEW YORK – DECEMBER 03: The Panini America FIFA World Cup 2026™ Sticker Collection Album Cover for Canada and the United States, unveiled today at MetLife Stadium on December 03, 2025 in East Rutherford, New Jersey. (Photo by Dave Kotinsky/Getty Images for Panini America)

A decisão encerra um vínculo que se iniciou na Copa de 1970 e reflete uma nova estratégia da FIFA. A entidade busca modernizar o engajamento com os torcedores através de inovações tecnológicas e colecionáveis digitais, áreas que a Panini, em seu modelo tradicional, não priorizava tanto quanto a nova parceira.

Você prefere o modelo tradicional de figurinhas da Panini ou está empolgado com as novidades da Topps?

Você prefere o modelo tradicional de figurinhas da Panini ou está empolgado com as novidades da Topps?

Panini. Colecionar não é a mesma coisa sem ela
Topps. Já era hora de modernizar e ter cards raros
Tanto faz

14 fãs já votaram

A nova parceria promete trazer elementos populares no mercado norte-americano, como os “debut patches”. Estes são cards que contêm pedaços de camisas usadas pelos jogadores em campo e devidamente autenticadas. O acordo é visto pela FIFA como uma fonte de receita comercial mais lucrativa, com a promessa de que os valores serão reinvestidos no futebol.

Além do aspecto comercial, a Fanatics se comprometeu a distribuir 150 milhões de dólares em colecionáveis gratuitos para crianças em todo o mundo. A mudança segue uma tendência de outras federações, como a UEFA, que também substituiu a Panini pela Topps. Vale ressaltar que Panini e Fanatics já travaram disputas judiciais pelo monopólio de licenciamento em ligas como a NBA e a NFL.

Fim de uma era privilegia tecnologia em detrimento da tradição

A decisão da FIFA de trocar a Panini pela Fanatics consolida a transição do futebol para o mercado de ativos digitais e experiências de luxo. Ao priorizar uma empresa com forte apelo tecnológico e modelos de cards autenticados, a entidade deixa claro que o foco não é mais apenas o colecionismo tradicional de papel, mas sim a maximização de lucros e a unificação de marcas.