A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 foi oficialmente confirmada nesta sexta-feira (5). Após semanas de incerteza e negociações diplomáticas, a Casa Branca autorizou a emissão dos vistos necessários para que os jogadores e integrantes da delegação possam entrar nos Estados Unidos e disputar o torneio.

Segundo informações repassadas por um representante do governo americano à agência Reuters, os documentos foram liberados durante a madrugada. A definição encerra uma longa espera da federação iraniana, que ainda não havia recebido as autorizações até a noite anterior, conforme revelou o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh.

Portanto, a equipe está apta para viajar e iniciar sua preparação final para a competição. A delegação desembarca em Tijuana, no México, neste domingo (7), utilizando a cidade como base de operações e cruzando a fronteira apenas nos dias das partidas programadas em território americano.

A política deve influenciar a participação de seleções em Copas do Mundo?

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Mudança de planos após impasse entre os países

Contudo, a confirmação dos vistos aconteceu somente depois de um período marcado por forte tensão diplomática. Diante da indefinição, os dirigentes iranianos optaram por abandonar o plano inicial de concentração no Arizona e transferiram toda a estrutura para a região mexicana próxima à fronteira.

Agora, o foco do Irã está totalmente voltado para a competição. A equipe fará sua estreia no Grupo G em 15 de junho, diante da Nova Zelândia, em Los Angeles. Na sequência, enfrentará a Bélgica e encerrará sua participação na fase de grupos contra o Egito, em Seattle.

Além do aspecto esportivo, a presença iraniana ganhou relevância internacional por envolver um contexto político delicado. Esta será a primeira Copa do Mundo realizada em um país que recebe oficialmente uma nação com a qual mantém um estado de conflito aberto desde a criação do torneio, em 1930.

Restrições ainda geram atenção

Entretanto, algumas preocupações permanecem nos bastidores. Durante audiência no Congresso americano, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que integrantes da delegação com vínculos diretos à Guarda Revolucionária não seriam autorizados a entrar no país.

A medida pode atingir pessoas que passaram pelo serviço militar obrigatório ligado ao grupo, classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista. Apesar disso, a liberação dos vistos para os jogadores afastou o principal risco e garantiu a participação do Irã na Copa do Mundo.