A derrota do Vitória por 2 a 1 para o Flamengo, pela Copa do Brasil, ganhou novos contornos após análise da especialista Renata Ruel, ao ESPN. Segundo ela, o time carioca deveria ter terminado a partida com três jogadores expulsos, o que poderia mudar completamente o cenário do confronto.


O primeiro lance destacado aconteceu ainda nos minutos iniciais, envolvendo Luiz Araújo. Para Renata, a jogada foi clara para cartão vermelho. “Ele levantou o braço, sem disputa de bola, e atingiu deliberadamente, com o cotovelo, o rosto do adversário. E essa ação foi com força significativa que caracteriza conduta violenta e cartão vermelho”, avaliou.


O lance teve como vítima o lateral Ramon, do Vitória, e não resultou em expulsão, o que já gerou questionamentos durante a partida. A falta de intervenção do VAR nesse momento específico foi o ponto de partida para as críticas sobre a condução disciplinar do jogo.

Você concorda que o Flamengo deveria ter tido três expulsões contra o Vitória?

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Novo lance reforça crítica à arbitragem

Outro momento analisado ocorreu já no segundo tempo, com Giorgian de Arrascaeta. Novamente, a especialista entendeu que a arbitragem falhou ao não aplicar o cartão vermelho. “Essa entrada do Arrascaeta também era para vermelho. Ele perde o tempo da bola e põe em risco a integridade física do adversário, tanto que o jogador precisou ser substituído. Pela regra caracteriza jogo brusco grave. Na imagem se percebe o entorse em função do contato”, explicou.


A repetição de lances interpretados como expulsão aumentou a sensação de prejuízo para o time baiano.

RJ – RIO DE JANEIRO – 22/04/2026 – COPA DO BRASIL 2026, FLAMENGO X VITORIA – O arbitro Anderson Daronco durante partida entre Flamengo e Vitoria no estadio Maracana pelo campeonato Copa Do Brasil 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Lance com Saúl amplia polêmica do VAR

O terceiro episódio envolveu Saúl Ñíguez e foi o mais debatido, inclusive com revisão do VAR. Mesmo assim, o árbitro optou por não expulsar o jogador. “O Saúl faz um movimento adicional e acerta o rosto do adversário de forma deliberada e com uma força significativa. A bola não está em disputa na altura da região em que ele atinge o adversário, atinge no rosto e a bola está no pé, assim se considera que não há disputa de bola. Pela regra é para cartão vermelho”, afirmou Renata.


A decisão final de campo manteve o atleta em jogo, aumentando a controvérsia sobre o uso da tecnologia.

Resultado complica situação do Vitória

Dentro de campo, o Vitória acabou derrotado por 2 a 1 no Maracanã, em duelo válido pela ida da quinta fase da Copa do Brasil. Com isso, o time precisa vencer por um gol de diferença no confronto de volta para levar a decisão aos pênaltis. A equipe ainda terá uma sequência importante de jogos antes do reencontro decisivo, o que aumenta a pressão por recuperação tanto física quanto emocional após a polêmica.