O Botafogo foi surpreendido pelo Remo na tarde deste sábado (2) jogando no Nilton Santos. Em partida que valeu pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro tomou a virada e perdeu por 2 a 1.

No pós-jogo, o clima era de bronca e insatisfação — na zona mista, o capitão da equipe, o lateral-esquerdo Alex Telles, lamentou o resultado e apontou a falta de efetividade do time alvinegro.

Depois, foi a vez do técnico Franclim Carvalho falar sobre a derrota. O treinador sofreu seu primeiro revés no comando do Glorioso após uma sequência de nove partidas de invencibilidade. O comandante criticou a postura do Fogão na segunda etapa diante do Remo.

O que mais explica a derrota do Botafogo para o Remo?

O que mais explica a derrota do Botafogo para o Remo?

Falta de finalizações no segundo tempo
Erros defensivos nas transições
Mérito do Remo na estratégia
Decisões do treinador
Outro

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Desabafo de Franclim e os erros do Botafogo

“No segundo tempo fizemos zero remate no gol. E uma equipe como o Botafogo, como o meu Botafogo, não pode fazer isso, os jogadores sabem disso. No segundo tempo tivemos 60 e pouco por cento de posse de bola, o adversário no segundo tempo fez dez remates, acho eu, em transição. Não podemos querer controlar o jogo com a bola e sempre levar transições. Não podemos. Isso é que nós temos que mudar, disse Franclim.

“Com a alteração no intervalo, procuramos ter mais gente por dentro para ligar. Pelos números, eu diria que conseguimos, porque tivemos mais bola, em relação ao primeiro tempo. Mas os números dizem: tiramos a tal agressividade ofensiva porque fizemos menos remates. Portanto, temos que encontrar o equilíbrio. Mesmo tendo o Matheus, o Montoro e o Edenílson, tenho que ser agressivo na frente”, acrescentou.

Franclim Carvalho tecnico do Botafogo durante partida contra o Remo no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

“Não se trata de opção A, B ou C, mas sim de encontrar este equilíbrio entre a tal agressividade que tivemos no primeiro tempo, com controle do jogo, ou falso, com a bola, porque tivemos 60% de posse de bola, mas não conseguimos agredir o adversário. Eu não quero ter 60% de posse de bola e estar controlando o jogo no meu meio-campo. Isso a mim não me diz nada. Zero. […] Não me vou esconder disso, sabemos disso e temos de trabalhar sobre isso”, completou o treinador.

Opinião: posse ineficaz custou caro

Acreditamos que o Botafogo errou, principalmente, ao não transformar o controle da posse em eficácia nas finalizações. O Remo soube explorar as jogadas de transição e conseguiu ganhar o jogo nessa estratégia. Por sua vez, Franclim acerta ao cobrar equilíbrio, até porque volume de jogo sem objetividade não sustenta resultado.