O Internacional mostrou uma proposta ofensiva mais direta, tentando acelerar a ligação entre meio e ataque, sobretudo com passes verticais buscando Rafael Borré. No entanto, apesar da intenção clara de atacar, o time encontrou muitas dificuldades para transformar posse em perigo real.

Isso porque o jogo ficou extremamente físico, com muitas faltas e interrupções, o que travou o ritmo e prejudicou a fluidez ofensiva. Assim, Borré acabou participando mais fora da zona de finalização, sendo acionado em bolas longas ou disputas individuais, sem conseguir sequência de jogadas trabalhadas.

Contudo, a única grande chance do Colorado na etapa inicial passou justamente pelos pés de Borré, evidenciando sua importância no sistema ofensivo. Após erro na saída adversária, a bola chegou rápida até o atacante, que finalizou com perigo e exigiu grande defesa de Weverton.

Borré foi prejudicado pela falta de criação do time?

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Única oportunidade de Borré no Internacional

Portanto, mesmo com pouca produção coletiva, o colombiano mostrou eficiência ao aproveitar a única oportunidade clara criada. Ainda assim, o Inter pecou na construção, teve dificuldades para infiltrar na defesa e pouco conseguiu municiar seu camisa 9 em condições ideais, refletindo um primeiro tempo de muito esforço e pouca criatividade no ataque.

No segundo tempo, o Sport Club Internacional tentou aumentar a pressão ofensiva, mas Rafael Borré seguiu com pouca participação efetiva dentro da área. A equipe até conseguiu trocar mais passes no campo de ataque nos minutos iniciais, porém ainda esbarrou na dificuldade de infiltração e na forte marcação adversária. Dessa forma, o atacante continuou sendo pouco acionado em condições reais de finalização, ficando novamente dependente de jogadas laterais ou cruzamentos, que pouco surtiram efeito.

Além disso, a própria saída de Borré aos 13 minutos da etapa final evidencia o cenário ofensivo limitado do Inter. O camisa 9 deixou o campo sem conseguir repetir o impacto do primeiro tempo, quando ao menos finalizou com perigo, e acabou substituído em meio à tentativa de dar mais mobilidade ao ataque.

Atuação apagada

Por fim, sua atuação na segunda etapa foi marcada por baixa influência, reflexo direto de um time que até pressionou no fim, mas seguiu criando pouco e não conseguiu transformar volume em chances claras de gol.