Alan Patrick dá ritmo ao Internacional
Alan Patrick assumiu o protagonismo do Internacional no primeiro tempo e mostrou grande personalidade para ditar o ritmo da equipe. Logo nos primeiros minutos, participou da tabelinha com Vitinho que quase resultou em gol, distribuindo passes curtos com precisão e acelerando quando necessário. Atuando entre as linhas, ofereceu sempre opção de passe, atraiu a marcação e abriu espaços para infiltrações de Borré e Vitinho.
Sua batida de falta aos 19 minutos, que raspou o travessão e ainda gerou escanteio, reforçou o nível de confiança e o perigo constante que leva nas bolas paradas. Além do protagonismo técnico, Alan apresentou boa leitura de jogo para aproveitar a superioridade numérica após a expulsão de Vitor Hugo, controlando os tempos e mantendo o Inter em ritmo ofensivo.
Apesar do domínio colorado, Alan Patrick enfrentou momentos de forte marcação e precisou alternar movimentos para buscar o jogo. Em alguns momentos, recuou para organizar a construção e acelerar a transição após retomadas, principalmente quando Hulk e Igor Gomes tentavam encaixar pressão no meio.
O cérebro da equipe
Ainda assim, foi o cérebro das principais jogadas ofensivas do Internacional, mantendo intensidade e coordenação com Bruno Tabata e Thiago Maia. Com o Atlético recuado e pressionado emocionalmente pela expulsão de Sampaoli, a tendência é que Alan tenha ainda mais protagonismo na segunda etapa para transformar o volume de jogo em gol e capitalizar o domínio construído nos primeiros 45 minutos.
No segundo tempo, Alan Patrick manteve a movimentação para tentar organizar o Inter, mas seu cenário mudou após o lance polêmico aos 11 minutos. Até a expulsão, depois revertida para amarelo, o camisa 10 buscava conduzir a equipe no campo de ataque, com passes curtos e aproximações, porém encontrou mais dificuldade para acelerar as jogadas com o Atlético encaixando melhor a marcação.
VAR tira expulsão de Alan Patrick
A equipe colorada chegou a criar chances claras, especialmente em lances envolvendo Carbonero e Ricardo Mathias, mas o meia já não teve o mesmo impacto na criação, ficando mais travado e com menos espaço. O clima esquentou e sua chegada mais forte em Alonso rendeu o vermelho inicial, mostrando um Alan mais pilhado diante da frustração com as oportunidades desperdiçadas.
Após o VAR reverter a decisão e aplicar apenas o amarelo, Alan Patrick retornou mais cauteloso, reduzindo o volume de disputas físicas e priorizando passes simples para manter o controle territorial. Porém, o Inter perdeu fluidez e o camisa 10 não conseguiu retomar o protagonismo que teve em parte do primeiro tempo.
Mesmo com o time pressionando e acumulando finalizações,muito graças a boas entradas de Carbonero e Ricardo Mathias, faltou ao capitão colorado maior influência na reta final, sobretudo para acelerar transições e encontrar espaços entre as linhas do Galo. A atuação termina marcada por bons momentos na construção e pela bola parada perigosa na etapa inicial, mas também pela queda de rendimento e pelo cartão que influenciou sua intensidade no restante do jogo.
