A proposta inicial de Abel Ferreira no -->Palmeiras priorizou o controle territorial e a força nas bolas paradas, estratégia que rapidamente apresentou resultado. Dessa forma, a equipe ocupou o campo de ataque com linhas compactas, explorou a estatura de seus zagueiros e abriu o placar justamente em escanteio, com Gustavo Gómez.

Além disso, a equipe buscou amplitude com Piquerez e apoio de Andreas e Allan por dentro, o que gerou finalizações e momentos de pressão até a metade do primeiro tempo. No entanto, a escolha por um bloco médio após a vantagem diminuiu a agressividade na marcação alta e permitiu que o Inter passasse a circular a bola com mais tranquilidade.

Palmeiras sofre gol do empate no primeiro tempo

Com a redução da intensidade, sem a posse e a dificuldade para proteger a entrada da área, o Palmeiras cedeu campo e volume ao adversário. O meio-campo deixou espaços entre linhas, facilitando as combinações de Alan Patrick e as infiltrações pelo setor central, cenário que resultou no gol de empate após jogada trabalhada e rebote dentro da área.

A postura mais reativa, somada à queda de compactação defensiva, impactou diretamente o resultado parcial, já que o time perdeu o controle emocional e territorial do jogo nos minutos finais do primeiro tempo, encerrando a etapa sob pressão no Beira-Rio.

Segundo tempo espetacular do Palmeiras

No retorno do intervalo, Abel Ferreira ajustou a postura do Palmeiras e recuperou a agressividade sem a bola, fator determinante para a virada de cenário. A equipe passou a pressionar a saída colorada, encurtou os espaços no meio-campo e voltou a atacar com mais velocidade pelos lados.

O segundo gol, logo aos seis minutos, nasceu justamente de uma jogada de pressão e erro defensivo do Inter, aproveitado por Vitor Roque. A partir daí, o time alviverde adotou uma estratégia mais reativa, porém organizada, apostando nas transições rápidas e na solidez do sistema defensivo para controlar o ritmo da partida.

Na sequência, as substituições reforçaram o plano de jogo e aumentaram o controle físico e tático do Palmeiras. As entradas de Lucas Evangelista e peças de velocidade no ataque deram mais equilíbrio na marcação e eficiência nos contra-ataques, culminando no terceiro gol de Andreas Pereira após recuperação de bola no campo ofensivo.

Mesmo com a pressão final do Internacional, o time contou com grande atuação de Carlos Miguel e manteve a compactação até o apito final. Assim, as decisões de Abel no segundo tempo tiveram impacto direto no resultado, transformando um jogo equilibrado em uma vitória consistente por 3 a 1 no Beira-Rio.