No decorrer da semana, o Vasco da Gama avançou nas negociações para fechar acordo com a SportingBet, que iria assumir o posto de nova patrocinadora master do clube. No entanto, quando o desfecho parecia próximo, uma questão nos bastidores surgiu como obstáculo e passou a travar o acerto entre as partes.

Segundo apuração de Raphael Zarko, do GE Globo, o acordo entre o Cruz-Maltino e a casa de apostas passa por uma divergência entre os dirigentes do clube. Visto que parcela da cúpula ligada ao presidente Pedrinho considera o valor oferecido baixo para os padrões procurados.

Enquanto o lado contrário ao acerto diz que o valor é menor do que o Vasco recebia da Betfair até o fim de 2025. Outra parcela defende o fechamento do negócio e afirma que o pagamento fixo mensal é um pouco superior, com possibilidade de dobrar as receitas pelos ganhos variáveis.

O Vasco deve fechar com a SportingBet?

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Carlos Amodeo lidera as negociações com a SportingBet

O CEO da SAF, Carlos Amodeo, segue à frente das conversas com a SportingBet e apoia a assinatura do contrato. Por outro lado, dirigentes ligados ao associativo não aprovam os termos atuais e defendem que o acerto só aconteça caso a empresa eleve os valores apresentados. Nos bastidores, a percepção é de que dificilmente haverá desfecho positivo sem uma nova proposta financeira.

Procurados pela reportagem do GE, representantes da SAF e do associativo negaram qualquer divergência sobre cifras. Ainda assim, esse não é o primeiro episódio de tensão envolvendo Amodeo e integrantes do associativo nos últimos meses, já que o CEO e outros dirigentes da SAF vêm enfrentando resistência interna de nomes influentes da diretoria.

Camisa do Vasco segue sem patrocinador master. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

Opinião: O Vasco merece valores maiores, mas deve se atentar para a perda de parceiros

O Vasco da Gama faz bem em buscar cifras mais altas para seu patrocínio master, já que tamanho de torcida, alcance nacional e relevância histórica justificam uma valorização superior no mercado. Um clube da grandeza vascaína não pode aceitar acordos abaixo do potencial da própria marca, sobretudo em um cenário no qual receitas comerciais são decisivas para encurtar distâncias competitivas.

Por outro lado, a diretoria também precisa agir com pragmatismo para não transformar exigência legítima em perda de oportunidades. Ficar longos períodos sem parceiro principal gera impacto financeiro e enfraquece a imagem comercial do clube. O ideal é encontrar equilíbrio entre valor justo e viabilidade imediata, garantindo receita consistente sem abrir mão da valorização institucional.