O clássico entre Palmeiras e Santos, disputado nesta quarta-feira (14), pela segunda rodada do Campeonato Paulista, foi marcado por equilíbrio, intensidade física e poucos espaços. Atuando na Arena Barueri, o Peixe apresentou postura competitiva, especialmente no segundo tempo, mas acabou derrotado por 1 a 0 após sofrer o gol ainda na etapa inicial, em jogada bem trabalhada pelo rival.

O primeiro tempo teve ritmo truncado, com muitas faltas e poucas chances claras. O Santos conseguiu chegar com perigo em jogada aérea, quando Lautaro Díaz cabeceou com liberdade, mas parou na marcação. O Palmeiras, mais paciente, foi eficiente ao aproveitar um raro espaço aos 40 minutos, quando Flaco López acionou Allan, que finalizou de primeira para abrir o placar.

Vitor Roque jogador do Palmeiras disputa lance com Adonis Frias jogador do Santos durante partida no estadio Arena Barueri pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF

A leitura de Vojvoda e as mudanças no segundo tempo

Na volta do intervalo, o Santos mostrou outra postura. A equipe passou a pressionar mais alto, ocupou o campo ofensivo e criou situações de perigo, principalmente pelo lado direito. Igor Vinícius quase marcou contra após desvio de Murilo, enquanto Lautaro Díaz aproveitou erro defensivo e obrigou a defesa palmeirense a trabalhar.

Vojvoda, que atualizou recenemte o quadro de Neymar, mexeu no time de forma agressiva, promovendo as entradas de Rollheiser, Willian Arão e Lautaro Díaz, o que deu mais presença no meio e agressividade no ataque. O Peixe passou a controlar a posse em determinados momentos e empurrou o Palmeiras para o campo defensivo, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações.

Limitações ofensivas do Santos

Apesar do volume, o Santos não conseguiu transformar a pressão em gol. Escobar e Gabriel tiveram oportunidades, mas pecaram na conclusão. Do outro lado, o Palmeiras administrou o resultado, apostou nas transições e quase ampliou com Flaco López, que parou em grande defesa de Brazão. O jogo seguiu intenso até o fim, mas sem alteração no placar.

O desempenho geral do Peixe deixa sinais positivos no aspecto coletivo, especialmente pela reação no segundo tempo e pela capacidade de competir contra um adversário tecnicamente superior. Ainda assim, ficou evidente a necessidade de maior eficiência ofensiva e melhor tomada de decisão nos momentos finais das jogadas.

Opinião do Antenados no Futebol

Vojvoda acertou ao mudar a postura da equipe no segundo tempo e mostrou leitura correta do jogo, mas o Santos ainda carece de maturidade para transformar domínio territorial em resultado. O desempenho foi competitivo e animador em termos de organização, porém a derrota expõe um problema recorrente: criar não basta se a equipe não consegue concluir com qualidade. O caminho é promissor, mas exige ajustes rápidos.