O julgamento envolvendo a polêmica substituição de Neymar teve desfecho nesta sexta-feira (22), e o Coritiba saiu fortalecido nos bastidores. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidiu rejeitar o pedido apresentado pelo Santos para invalidar a derrota por 3 a 0 sofrida diante do Coxa, em confronto disputado na Neo Química Arena pelo Campeonato Brasileiro.
A diretoria santista alegava que houve falha de arbitragem no momento em que Neymar deixou o gramado para a entrada de Robinho Jr.Segundo o clube paulista, o lateral Gonzalo Escobar era quem deveria ser substituído, argumento sustentado por uma papeleta exibida pelo camisa 10 durante a transmissão da partida.
Apesar da reclamação do Santos, o auditor Marcelo Augusto Bellizze entendeu que o episódio não teve peso suficiente para interferir diretamente no placar final. Durante o julgamento, ele destacou que a súmula da arbitragem possui valor oficial até que existam provas capazes de derrubar sua credibilidade.
A decisão do STJD foi certa?
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Entendimento do STJD mantém resultado favorável ao Coritiba
“A súmula possui presunção de veracidade e precisa de provas contrárias para que essa presunção seja relativizada. Entendo que não é o caso em questão. Mesmo que confrontássemos a versão da súmula com a do Santos, não é possível concluir que a arbitragem decidiu pela substituição de Neymar, mas sim que acreditou que o clube pediu a substituição ou foi induzida ao erro, intencionalmente ou não”, Afirmou em declaração durante a sessão.
Ainda segundo Bellizze, a documentação apresentada no procedimento de troca de jogadores funciona apenas como apoio operacional para a arbitragem, sem caráter absoluto na decisão final. Para o auditor, Robinho Jr. poderia ter aguardado a saída correta do atleta indicado antes de entrar em campo, evitando toda a confusão registrada no segundo tempo.
Falhas de arbitragem seguem roubando a cena no futebol brasileiro
Mesmo mantendo a vitória do Coritiba, o STJD reconheceu falhas na condução da arbitragem. O árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva, além dos assistentes Nailton Junior de Sousa Oliveira e Luis Carlos de Franca Costa, assim como o quarto árbitro Bruno Mota Correia, foram citados durante o julgamento pela condução problemática do lance.
O Santos também recebeu elogios do tribunal pela forma como conduziu juridicamente o processo. Durante a sessão, o presidente do STJD, Luis Otávio Veríssimo Teixeira, avaliou que o debate levantado pelo clube pode servir para aprimorar situações semelhantes no futebol brasileiro. Em fala registrada na audiência, declarou:
“Essa regra existe para evitar que um clube se arrependa ou mude o conteúdo de uma substituição e que o árbitro tenha liberdade para isso. Agora, em outras situações, como um erro na substituição de um atleta, especialmente em um caso tão notório e percebido por todos, a arbitragem não pode deixar de agir para corrigi-lo”.
