O Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 1 neste domingo (1), na Arena Barueri, e garantiu vaga na final do Campeonato Paulista contra o Novorizontino. O clássico, porém, ficou marcado por debate em torno da arbitragem, especialmente em lance envolvendo Gustavo Gómez no início do segundo tempo.
Aos seis minutos da etapa final, Lucas Moura finalizou para dentro da área e a bola tocou no braço do zagueiro paraguaio. Jogadores do São Paulo pediram pênalti imediatamente, mas a árbitra Daiane Muniz mandou o jogo seguir, e o VAR não recomendou revisão do lance.
Na transmissão da Record, o ex-árbitro Salvio Espínola concordou com a decisão de campo. “Esse tipo de toque não é para ser marcado. A bola resvala no braço do Gustavo Gómez”, afirmou o comentarista ao analisar a jogada.
Verdão aproveita momento e amplia vantagem
Após o lance contestado, o Palmeiras conseguiu ampliar o placar. Flaco López marcou o segundo gol alviverde, consolidando vantagem importante na semifinal. O São Paulo ainda descontou com Calleri, em cobrança de pênalti, mantendo o confronto aberto até os minutos finais.
O pênalti a favor do Tricolor foi assinalado após lance em que Marlon Freitas atingiu o pescoço de Bobadilla dentro da área. Calleri converteu a cobrança e diminuiu o marcador, mas não foi suficiente para evitar a eliminação da equipe.
Abel garante controle e vaga na decisão
Os gols do Palmeiras foram anotados por Mauricio e Flaco López. Embora a atuação coletiva não tenha sido considerada brilhante, o time comandado por Abel Ferreira demonstrou eficiência e controle emocional para sustentar o resultado em casa.
Com mudanças estratégicas ao longo do segundo tempo, Abel conseguiu reorganizar a equipe e administrar a vantagem até o apito final. A vitória coloca o Palmeiras em mais uma decisão estadual, reforçando a regularidade do clube nas últimas temporadas.
Opinião da Redação Antenados no Futebol
A validação pública de Salvio Espínola fortalece a interpretação técnica adotada pela arbitragem e reduz o peso da contestação são-paulina no lance específico. Em jogos de mata-mata, decisões de campo sustentadas por análise especializada tendem a consolidar entendimento institucional sobre critérios de mão na bola. Ainda assim, a polêmica evidencia como detalhes influenciam o rumo de clássicos decisivos. A questão que permanece é: a arbitragem conseguirá manter uniformidade de critérios até a final do torneio?
