Os jogadores do Atlético Mineiro foram surpreendidos neste sábado (10) com a presença de torcedores em frente ao centro de treinamento, em um ato de cobrança após o momento instável vivido pelo clube. Um dos atletas abordados foi o atacante Rony, que esclareceu publicamente um episódio ocorrido em julho de 2025, quando acionou o clube na Justiça do Trabalho.
Na ocasião, Rony entrou com um pedido de rescisão unilateral de contrato, alegando pendências financeiras por parte do Atlético, como atrasos no pagamento de FGTS, luvas e direitos de imagem. O caso, porém, acabou sendo resolvido de forma amigável, e o jogador retirou a ação pouco tempo depois.
Diante dos torcedores, o atacante explicou o real motivo da medida e negou que a intenção fosse deixar o clube. Rony afirmou que a atitude teve como objetivo pressionar pela regularização dos pagamentos, sobretudo dos funcionários do Atlético.
“Eu não fiz aquilo para sair do clube e mostrar que o Rony é fod*, eu fiz para que todo mundo recebesse os pagamentos atrasados, principalmente os funcionários”, disparou o atacante.
Desempenho no Galo
O Atlético Mineiro desembolsou cerca de 6,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 39 milhões na cotação da época), no início de 2025, para contratar Rony em definitivo junto ao Palmeiras.
O atacante tem contrato com o Galo até o fim de 2027 e, desde que chegou, soma 62 partidas, com 13 gols marcados e cinco assistências, sendo considerado uma peça importante para Jorge Sampaoli, mas criticado pela torcida.
Opinião do Antenados no Futebol
A cobrança direta da torcida sobre os jogadores, ainda no início da temporada, adiciona um peso negativo ao ambiente do Atlético-MG para 2026. Mesmo com a explicação de Rony, o episódio expõe a fragilidade financeira do clube e reforça a pressão sobre elenco e diretoria para que a situação seja estabilizada quanto antes.
