O Bahia arrancou um resultado importante fora de casa ao empatar por 2 a 2 com o São Paulo, neste domingo (3), em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Brasileirão. O gol que garantiu o ponto veio nos instantes finais, premiando a insistência da equipe ao longo da partida.

Apesar do resultado positivo, o desempenho defensivo voltou a ser pauta nas análises internas. O técnico Rogério Ceni destacou que alguns erros pontuais acabaram sendo determinantes para o placar, algo que vem sendo trabalhado pela comissão técnica.

O time baiano teve momentos de controle no confronto e conseguiu reagir mesmo após sofrer gols em momentos delicados. A postura competitiva foi um dos pontos mais valorizados após o apito final, principalmente pelo contexto do jogo longe de seus domínios.

SP – BRAGANCA PAULISTA – 03/05/2026 – BRASILEIRO A 2026, SAO PAULO X BAHIA – Luciano Juba jogador do Bahia comemora seu gol durante partida contra o Sao Paulo no estadio Cicero De Souza Marques pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O que disse Rogério Ceni?

“O Juba é um cara ótimo de trabalhar, muito profissional, vem ganhando muito respeito dos jogadores, já foi capitão do time. Um cara muito versátil, joga por dentro, joga pelo lado, com construção a três se precisar. Tem boa técnica, boa condição física, joga 90 minutos e raramente se lesiona. Acho que foi um dos grandes acertos em contratações do Bahia desde 2023. Acho ele com sérias possibilidades de poder estar na seleção brasileira. Não tem jogadores que fazem o serviço que ele faz jogando por dentro. Por fora não discuto porque tem muito jogador de força. O Juba tem sido, ele e Nico Acevedo, os mais regulares e constantes. Hoje Nico não estava no nível que mostrou no resto do Campeonato, mas os dois têm sido a base de sustentação de nosso time. Sem ele temos que mudar o sistema de jogo praticamente. Ele nos permite mudar o estilo de jogo sem mudar peças. Sem ele temos que muda tudo”, iniciou o treinador do Bahia.

O treinador destacou que o time brigou até o fim, como projetou Lucas Moura, do São Paulo, antes da partida, e teve domínio após o gol, mas voltou a sofrer com falhas defensivas que acabaram resultando em gols. Ele ressaltou a entrega da equipe e afirmou que o Bahia criou as melhores chances fora de casa, apesar dos erros.

“O jogo construído é um jogo de erros. [O segundo gol do São Paulo] foi uma bobeira de posicionamento no lateral, não era nem para ter chegado até o cruzamento, era uma marcação simples, padrão. Mas você vê que todos eles se doam, se dedicam ao máximo. Não vou crucificar um atleta por um domínio errado, uma bola de escapa. Infelizmente esse momento de oscilação traz menos confiança mesmo. O David poderia ter ido mais firme no primeiro gol. No segundo gol foi tudo muito rápido, poderíamos ter resolvido”, disse.

Desafio nos bastidores do Bahia

Além das avaliações individuais, o treinador também comentou sobre a gestão do elenco em semanas com menos partidas. Segundo ele, o período maior de treinos ajuda no aspecto físico, mas traz desafios na manutenção do ritmo competitivo de todos os atletas.

“Ajuda muito na parte física. O que atrapalha é que você não consegue rotacionar o time. Você tem alguns jogadores que ficam com baixa minutagem, e isso atrapalha eles a entrar no ritmo dos titulares. Sempre tem alguém que fica com o rosto mais feio, que quer minutos, então é ruim para isso. Mas é melhor para você trabalhar situações de jogo diferentes. Administrar pessoas é sempre mais difícil quando você tem um jogo por semana. Com dois jogos você consegue rotacionar melhor e deixa as pessoas mais felizes. Mas é melhor ter o tempo para treinar, você consegue trabalhar mais coisas”.