Roger Machado enfrentou protestos de parte dos torcedores no Morumbis após o triunfo do São Paulo por 1 a 0 contra o Juventude, em jogo válido pela ida da quinta fase da Copa do Brasil.

A insatisfação das arquibancadas manifestou-se principalmente no momento da substituição de Luciano, em um cenário de cobrança externa sobre o desempenho da equipe na temporada.

Durante a coletiva, o comandante do time paulista justificou a retirada do camisa 10, apontando critérios médicos e táticos para a alteração. Segundo o treinador, o atleta apresentava um quadro de desgaste físico prévio que exigia monitoramento para evitar lesões mais graves durante a sequência de jogos.

Substituição de Luciano explicada

“Com relação ao Luciano, temos um planejamento que já vinha de sobrecarga na panturrilha e que tomou pancada. Fazemos gestão. Elogiei ele durante a semana porque está cumprindo uma função diferente comigo e se desgasta mais durante o jogo”, esclareceu o técnico. Ele acrescentou que a entrada de André visava aumentar o número de finalizadores dentro da área adversária.

Ao abordar a pressão exercida pelo público, Roger Machado detalhou como mantém a estabilidade emocional e a rotina de trabalho no Centro de Treinamentos. O profissional ressaltou que o suporte familiar e a organização pessoal são fundamentais para lidar com as oscilações inerentes ao cargo de treinador de futebol.

Luciano, jogador do São Paulo, durante partida contra o Juventude – Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Situação nos bastidores

Roger enfatizou a qualidade do ambiente de trabalho cotidiano como fator de motivação. “Como preservar a saúde? Dormindo bem, se alimentando bem, tendo pessoas ao seu lado que te passam confiança e estando em um ambiente de trabalho interno maravilhoso”, pontuou o técnico são-paulino.

Roger deve deixar o São Paulo?

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O comandante tricolor revelou que a dinâmica interna no CT o impulsiona a manter uma rotina rigorosa de preparação, chegando com antecedência para planejar as atividades táticas. O profissional utilizou uma metáfora militar para descrever sua postura diante das dificuldades externas, indicando que não demonstra vulnerabilidade publicamente para manter o comando do grupo.

“Muitas vezes, na batalha, o comandante veste vermelho, que é para ninguém ver que ele está ferido. Seguimos”, afirmou Roger Machado. Com o resultado positivo, o São Paulo joga pelo empate na partida de volta contra a equipe gaúcha para avançar de fase na competição nacional, enquanto o treinador busca estabilizar sua relação com a torcida.