O lateral-direito Rodinei teve grande passagem pelo Flamengo, sendo campeão do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores e do Campeonato Carioca. No entanto, uma notícia negativa envolvendo o jogador veio à tona.
Segundo informações divulgadas pelo portal Léo Dias, Rodinei, que atualmente atua no Olympiacos FC, é alvo de acusação de abandono afetivo em relação a um filho de um relacionamento anterior. Além da acusação de abandono, a ação envolve um pedido de revisão do valor da pensão alimentícia. O processo tramita sob segredo de justiça na Vara da Família e Sucessões de Caldas Novas, em Goiás.
Alegações de ausência e falta de convivência
O atleta é acusado de não participar da criação do filho, hoje com 11 anos, e de manter distância afetiva da criança. O processo também afirma que Rodinei não convive com o menino e evita qualquer ligação afetiva. O contato com a mãe é apenas por e-mail, e as mensagens se resumem ao envio dos comprovantes de pagamento da pensão. Dentro do processo, a Justiça deu uma decisão urgente para mudar o valor da pensão.
Aumento na pensão
O pagamento, que antes era de R$ 5 mil por mês, subiu para cerca de 32 salários mínimos (R$ 52 mil mensais). Quando a criança nasceu, Rodinei atuava no CRAC, do interior de Goiás. Atualmente, conforme alegado no processo, o atleta teria rendimentos mensais em torno de R$ 1 milhão, somando salários no clube grego e negócios mantidos no Brasil.
A acusação também destaca possíveis impactos emocionais na criança. De acordo com a defesa, o menino apresenta quadro de ansiedade infantil, é acompanhado por profissionais de psicologia e sofre episódios de bullying na escola por não conseguir comprovar o vínculo com o pai diante dos colegas. Ainda de acordo com o processo, a mãe pede com frequência ligações ou visitas, mas, conforme a ação, não seriam atendidos.
Diferenças com outros filhos
Outro ponto destacado é a diferença no padrão de vida entre os filhos do jogador. Enquanto o menino reside no Brasil, os demais filhos, que vivem na Europa, teriam acesso à estrutura considerada de alto nível, incluindo moradia de padrão elevado, ensino bilíngue e suporte médico especializado. Para os representantes do menor, isso configuraria tratamento desigual.
Além de pedir o aumento da pensão, o processo também exige uma indenização por abandono afetivo. Se a Justiça aceitar o argumento da defesa, o jogador poderá ter que pagar cerca de R$ 200 mil como compensação pela ausência na vida do filho.
Opinião do Antenados no Futebol
Se o Judiciário confirmar que houve abandono afetivo e tratamento desigual, a responsabilização será uma consequência natural do que prevê a lei. Em situações como essa, a decisão judicial deve se basear nas provas apresentadas, garantindo o direito da criança e o devido processo legal às partes envolvidas.
