Paulinho voltou a ser assunto no Palmeiras neste domingo (29). Isso porque o diretor de futebol Anderson Barros finalmente falou sobre a situação do atacante, contratado no fim de 2024 junto ao Atlético-MG por cerca de R$ 115 milhões, mas que pouco jogou pelo Verdão.
Barros, que também falou sobre a possível contratação do zagueiro Nino, admitiu que o clube sabia dos riscos da contratação de Paulinho. O atacante não entra em campo há oito meses, desde a Copa do Mundo de Clubes na metade do ano passado.
Barros admite risco na contratação de Paulinho
“Por tudo o que passou com o Paulinho em 2024, ele chegou em dezembro, sabíamos que havia um certo risco porque ele havia sido operado. Fizemos todos os exames, a responsabilidade passa a ser nossa. Quando começamos a perceber, em fevereiro, março, que haveria uma dificuldade, fizemos um planejamento”, admitiu Barros em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN.
“Ele deu uma resposta no Mundial e definimos lá que teria uma cirurgia de correção. Esticaríamos até o Mundial e faríamos essa correção. (No processo de contratação) O Atlético-MG esperava um volume maior, pagamos uma certa quantia e demos outros dois atletas. É uma responsabilidade 100% nossa e temos total confiança”, acrescentou o dirigente.
O Palmeiras errou ao contratar Paulinho?
O Palmeiras errou ao contratar Paulinho?
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“A gente acompanha o dia-a-dia do atleta, tudo o que ele tem feito, a exigência e vontade dele. O Palmeiras sabia dos riscos (da contratação), mas só deu para fazer a operação porque sabíamos disso. Tem que entender o momento que se faz uma operação”, completou.
Perto de voltar?
A ESPN apurou que Paulinho não tem sentido dores em seu retorno às atividades na Academia de Futebol. Se conseguir cumprir o cronograma, o jogador deve voltar aos gramados nos jogos do Palmeiras na fase de grupos da Libertadores. No entanto, sua minutagem em campo deve ser dosada e o clube adota o máximo de cautela possível.
Opinião: Paulinho ainda é um risco para o Palmeiras
Barros escancara que o Palmeiras assumiu conscientemente um risco alto ao investir pesado em Paulinho, o que torna a cobrança inevitável. Embora haja coerência no planejamento médico e cautela no retorno, o longo tempo de inatividade transforma a contratação em uma aposta cara que ainda precisa se justificar dentro de campo.
