O Palmeiras amanheceu nesta terça-feira (10) com a notícia de uma ação judicial movida por um ex-atleta do clube. Trata-se de Vilson Menezes, zagueiro que se aposentou no final de 2018 e que teve uma breve passagem pelo Palestra em 2013.
Campeão da Série B com o Verdão naquele ano, Vilson sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e, por conta disso, acabou atuando pouco com a camisa alviverde. De acordo com apuração dos colegas do portal Nosso Palestra, o ex-jogador moveu uma ação judicial contra o Palmeiras exigindo uma indenização.
Na ação trabalhista, Vilson deseja ser indenizado em um pouco mais de R$ 6 milhões por danos materiais, na forma de uma pensão vitalícia. O ex-zagueiro alega que sua capacidade de trabalho foi reduzida decorrente de um acidente de trabalho, que no caso foi sua contusão.
A lesão de Vilson aconteceu em abril de 2013 em um jogo do Palmeiras contra o Ituano pelo Campeonato Paulista daquele ano. O agora ex-jogador perdeu grande parte da temporada e chegou a se transferir para o Cruzeiro, mas acabou reprovado nos exames médicos. Ele se aposentou com 28 anos de idade.
“Seja o reclamado condenado a indenizar o reclamante (Palmeiras) pela redução da capacidade de trabalho, decorrente do acidente do trabalho, na forma prevista no artigo 950 do CCB, adotando como marco inicial a data do acidente e com observância de base de cálculo, nos termos da fundamentação supra, a ser apurada em regular liquidação por cálculos: R$ 6.525.000,00 valor estimado)”, informa um dos autos do processo, como reportado pelo NP.
Palmeiras de olho no Brasileirão
Campeão paulista de 2026, o Palmeiras volta suas atenções para a sequência do Brasileirão Betano. Na próxima quinta-feira (12), o Verdão vai até São Januário para encarar o Vasco da Gama às 19h30 (horário de Brasília), pela 5ª rodada da competição.
Opinião do Antenados no Futebol
A ação movida por Vilson contra o Palmeiras expõe um debate sobre a responsabilidade dos clubes em casos de lesões graves que impactam a carreira de atletas. Embora contusões façam parte do risco da profissão, quando há alegação de redução permanente da capacidade de trabalho, é natural que o tema vá parar na Justiça para definição de responsabilidades.
