A estreia de Marlon Freitas com a camisa do Palmeiras chamou atenção mais pela segurança do que pelo brilho. Diante da Portuguesa, no Canindé, pelo Campeonato Paulista, o volante atuou como primeiro homem do meio-campo e mostrou adaptação rápida à proposta da equipe de Abel Ferreira, priorizando organização e circulação limpa da bola. A partida terminou com a vitória alviverde, como previu a IA.
Nos primeiros 45 minutos, o camisa 5 teve desempenho estatisticamente perfeito no fundamento mais básico da função. Foram 24 passes certos em 24 tentativas, número que ilustra bem o papel assumido por ele na saída de bola e na conexão entre defesa e ataque, especialmente em um jogo de ritmo controlado.
O posicionamento de Marlon foi disciplinado, quase sempre à frente da linha defensiva, oferecendo opção curta para zagueiros e laterais. Sem se expor em conduções longas, ele optou por passes simples, inversões pontuais e boa leitura para acelerar ou cadenciar o jogo conforme o momento.
Leitura tática de Marlon Freitas no Palmeiras
Mesmo sem participação direta em jogadas decisivas, o volante teve importância silenciosa no funcionamento coletivo. Quando o Palmeiras ficou com um jogador a mais no segundo tempo, após a expulsão de Igor Torres, Marlon ajudou a manter o controle territorial, fechando espaços e evitando transições rápidas da Portuguesa.
Na fase defensiva, mostrou bom senso de cobertura e atenção às segundas bolas. Não foi o jogador mais acionado nos duelos, mas esteve bem posicionado para cortar linhas de passe e reduzir as tentativas de infiltração do adversário pelo corredor central.
Fisicamente, a atuação também foi consistente. Marlon sustentou intensidade até o momento em que foi substituído, sem demonstrar queda de rendimento, o que reforça a impressão de que chega pronto para ser opção frequente no elenco ao longo da temporada.
Opinião do Antenados no Futebol
A estreia de Marlon Freitas foi coerente com o perfil que o Palmeiras buscava no mercado. Não foi uma atuação de destaque individual, mas de confiabilidade e leitura coletiva, algo essencial para o equilíbrio da equipe. Se mantiver esse nível de precisão e entendimento tático, tende a se firmar como peça útil no rodízio do meio-campo, especialmente em jogos que exigem controle e paciência.
