São Paulo projeta Copinha como vitrine e chama atenção da Europa

O São Paulo inicia a Copinha 2026 cercado de expectativa, especialmente por conta do meio-campista Gustavo Zabarelli, de apenas 16 anos, que já desperta interesse de gigantes do futebol europeu. O jovem, considerado uma das principais joias da geração 2009, será observado de perto por clubes como FC Porto e Barcelona durante a competição.

Mesmo tendo idade para atuar em categorias inferiores, Zabarelli foi integrado ao elenco comandado por Alan Barcellos, que defenderá o título do torneio. A decisão reforça a confiança interna no potencial do atleta e transforma sua participação na Copinha em um dos pontos de maior atenção do campeonato.

O jovem meio-campista assinou seu primeiro contrato profissional em 2025, com validade até 2028, movimento visto como estratégico pelo São Paulo diante do assédio europeu. O atleta é representado por um grupo de agentes experientes no mercado internacional, com nomes ligados a negociações frequentes com clubes do continente, o que amplia ainda mais a visibilidade do jogador.

A relação entre o Tricolor e o Porto no mercado é vista como sólida. Nos últimos anos, o intercâmbio envolveu empréstimos, vendas de atletas formados em Cotia e até retornos ao futebol brasileiro, criando um canal ativo entre as diretorias.

Base forte e planejamento para o futuro

A Copinha também faz parte de um projeto mais amplo do São Paulo para valorizar sua base. O clube chega embalado por conquistas recentes, como o bicampeonato da Copa do Brasil Sub-20, e pretende utilizar o torneio como etapa decisiva para a transição de jovens ao elenco principal.

Jogadores que já tiveram experiência no time profissional em 2025 devem aparecer ao longo da competição, enquanto outros nomes serão preservados para atender às demandas da equipe principal sob comando de Hernán Crespo. A expectativa interna é que, após o torneio, ao menos seis atletas iniciem o processo de integração definitiva ao grupo profissional.

Opinião da redação do Antenados no Futebol

O São Paulo acerta ao tratar a Copinha como algo além de um torneio de base. A exposição de jogadores como Gustavo Zabarelli, aliada a contratos bem estruturados, mostra maturidade na gestão esportiva. O desafio agora é equilibrar o interesse europeu com a necessidade de aproveitar essas promessas no time principal, evitando perdas precoces e garantindo retorno técnico e financeiro ao clube.