O empate do Vitória diante do Fluminense, por 2 a 2, no Maracanã, deixou sinais positivos para a equipe baiana na 15ª rodada do Brasileirão. Mesmo longe de Salvador e convivendo com vários desfalques, o time comandado por Jair Ventura apresentou competitividade e esteve muito perto de conquistar o primeiro triunfo fora de casa na Série A.
A principal novidade esteve na estratégia adotada pelo treinador rubro-negro. O Vitória voltou a atuar com três zagueiros e iniciou a partida com uma dupla ofensiva formada por Renê e Renato Kayzer. A aposta surtiu efeito rapidamente, já que ambos participaram diretamente dos gols marcados pela equipe no Rio de Janeiro.
Antes do duelo, a escolha surpreendeu parte da torcida e gerou questionamentos nas redes sociais. Após a partida, porém, Jair Ventura valorizou o desempenho coletivo e destacou que já esperava críticas caso o resultado fosse negativo. Em entrevista coletiva, o técnico comentou: “A gente não é bobo. Uma derrota hoje e eu seria o professor Pardal. Já estava escrito um monte de coisa aí que a gente já leu antes de começar a partida. A gente sabe como é que funciona, só que a vida do treinador é assim. Se a gente faz o mesmo, você tem uma carreira de mesmice. Se você pensa um pouquinho fora da caixa, você consegue ter mais tempo”.
Qual foi o fator determinante para o empate?
Qual foi o fator determinante para o empate?
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Vitória encontrou soluções ofensivas no Maracanã
Mesmo sofrendo o empate nos minutos finais, o treinador do Leão demonstrou satisfação com a resposta tática da equipe. Segundo Jair Ventura, a ideia de utilizar dois atacantes já vinha sendo trabalhada anteriormente e trouxe maior equilíbrio ao sistema defensivo e ofensivo.
Durante a coletiva repercutida pela imprensa esportiva após o confronto, o comandante rubro-negro ainda explicou a escolha pelos homens de frente. “Eu tinha dúvida entre os dois atacantes. Os dois entraram, a gente já tinha feito essa dobra contra o Ceará e funcionou. Conseguimos dar equilíbrio maior defensivo para ter dois noves. Fico feliz que os dois tenham marcado”, celebrou. Na sequência, o treinador ainda brincou com o apelido frequentemente usado para técnicos considerados ousados: “Hoje rabisca aquela do professor pardal, que não vai ter não.”
O resultado manteve o Vitória vivo na luta para se afastar da parte inferior da tabela e também aumentou a confiança da equipe para o compromisso decisivo pela Copa do Brasil. Na próxima quinta-feira (14), o clube baiano encara o Flamengo, no Barradão, pelo confronto de volta da quinta fase do torneio nacional.
Opinião: Jair Ventura mostrou coragem em momento de pressão
O empate no Maracanã talvez não tenha entregado os três pontos que o Vitória buscava, mas serviu para mostrar uma equipe mais competitiva e menos previsível. Jair Ventura entendeu o contexto do elenco desfalcado e tentou encontrar alternativas sem repetir fórmulas que já vinham sendo contestadas pela torcida rubro-negra nas últimas semanas.
