O Botafogo deixou o campo do Nilton Santos com mais uma derrota amarga, desta vez após sofrer a virada para o Remo por 2 a 1. A atuação irregular reacendeu críticas da torcida, principalmente em relação às mudanças feitas durante a partida.
Entre as decisões mais questionadas esteve a entrada de Joaquín Correa, que voltou a ser acionado no decorrer do jogo, mas pouco conseguiu contribuir dentro de campo. O desempenho do atacante gerou reações imediatas nas arquibancadas.
A entrada de Joaquín Correa foi a decisão certa?
A entrada de Joaquín Correa foi a decisão certa?
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Decisão técnica e defesa do treinador
“Quando colocamos o Tucu, o Allan se machucou e estávamos com o empate, o que não nos satisfazia. Tentamos arriscar naquele momento, iria colocar Jordan [Barrera] ou Tucu, optamos pelo Tucu pela questão da estatura. Parece-me injusto falarmos na totalidade dos jogos [27, com apenas três gols no Botafogo]. Só vou falar dos meus [jogos], porque nós temos que, antes dos jogos, olhar para os minutos, e o Tucu comigo tem cento e poucos minutos. Não pensem que é fácil um atleta entrar 10, 15 ou 20 minutos num jogo e fazer sempre a diferença, não pensem. Se fosse fácil, todos os atletas entravam e faziam a diferença. Isso não se verifica, nem com o Tucu, nem com qualquer Tucu da vida”, disse Franclim.
O treinador também reagiu às críticas vindas das arquibancadas durante a substituição, quando foi alvo de protestos. Mesmo diante da pressão, ele reforçou que as escolhas partem de critérios internos e assumiu total responsabilidade pelas decisões.
“Todos são importantes. Quando olhamos para um jogo e temos os atletas à disposição, conhecemos as características dos atletas e eu não os coloco só porque me apetece ou porque gosto mais ou menos de um atleta, ou porque a torcida chama ou não chama, ou para ir contra a torcida ou ao favor. Nós não podemos gerir a equipe de fora para dentro. Estou aqui para tomar decisões, sejam elas quais forem. Estou aqui para as tomar, é o meu papel, quem decide sou eu, eu que trabalho com os jogadores e eu que decido”, concluiu.
A atuação coletiva abaixo do esperado e o resultado negativo aumentam a pressão sobre a equipe, que agora busca respostas rápidas para evitar uma sequência ainda mais complicada na competição.
Opinião: escolha por Correa expõe dilema entre convicção e pressão externa
A insistência em Joaquín Correa revela mais do que uma simples escolha pontual: mostra a tentativa do treinador de encontrar soluções dentro de um elenco que ainda não entrega regularidade ofensiva. A justificativa faz sentido no contexto tático, mas esbarra na percepção imediata do torcedor, que cobra impacto rápido em jogos decisivos.
O Botafogo vive um momento em que cada decisão ganha peso maior, e a leitura de jogo precisa ser acompanhada de resposta prática em campo. A continuidade do trabalho passa diretamente por resultados, e a margem para apostas que não funcionam tende a diminuir nas próximas rodadas.
