O Flamengo passou a enfrentar um novo cenário de pressão política dentro da Libra após Bahia e Palmeiras se unirem em uma proposta que impacta diretamente a divisão de receitas. Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o movimento amplia o racha entre os clubes e interfere na articulação liderada pelo time carioca.
Flamengo lidera debate e enfrenta resistência
A divergência central envolve o critério de distribuição do dinheiro de audiência. O Flamengo defende uma fatia maior nesse modelo, enquanto outros clubes, como Bahia e Palmeiras, são contrários à ideia e buscam alternativas mais equilibradas.
Diante desse cenário, o Flamengo, ao lado do Grêmio e do Remo, convocou uma assembleia para a próxima quarta-feira, na Gávea. A pauta inclui aprovação de contas, eleição de novos dirigentes e a definição sobre 3% do contrato de direitos de transmissão.
Proposta de Bahia e Palmeiras muda cenário
Em paralelo, Bahia, Palmeiras e o Red Bull Bragantino formalizaram uma proposta que destina esses 3% diretamente aos clubes da Série C. A informação, também divulgada por Rodrigo Mattos, indica que a iniciativa busca criar consenso e enfraquecer a necessidade da assembleia.
Atualmente, a Libra conta com cinco clubes na Série C, o que reforça o peso da proposta. A expectativa é de que essas equipes apoiem a medida, além de outros times da Série A.
Caso a adesão se confirme, a reunião convocada pelo Flamengo pode perder força, já que um dos principais pontos de discussão seria resolvido previamente. Isso também pode reduzir a presença de clubes da Série C no encontro.
Ainda não há definição sobre o posicionamento de clubes como Atlético-MG, Santos e São Paulo. O time mineiro tem adotado postura neutra, enquanto os paulistas participam pouco das discussões, conforme a mesma fonte.
Opinião da Redação Antenados no Futebol
O cenário evidencia um isolamento momentâneo do Flamengo dentro da Libra, especialmente em pautas que envolvem divisão de receitas. A união entre Bahia e Palmeiras mostra uma articulação estratégica para ampliar apoio e reduzir a influência de propostas mais concentradoras. Para o clube carioca, o desafio passa a ser reconstruir pontes políticas enquanto tenta sustentar seu modelo de distribuição. A dúvida que permanece é: o Flamengo conseguirá reverter esse cenário ou verá sua força política diminuir nas decisões coletivas?
