O Coritiba viveu mais um roteiro parecido em curto intervalo de tempo. Apenas três dias após empatar por 3×3 com a Chapecoense, quando chegou a abrir 3×1 até os minutos finais, a equipe voltou a desperdiçar vantagem no placar. No último sábado (14), pelo confronto de ida das semifinais do Campeonato Paranaense, o Coxa fez 2×0 sobre o Operário Ferroviário, no Estádio Germano Kruger, mas sofreu dois gols em menos de dez minutos e terminou com o empate em 2×2. As informações são do portal ge.

Apesar das semelhanças no desfecho, o técnico Fernando Seabra avaliou que houve evolução no comportamento defensivo em relação ao duelo anterior. Segundo ele, o desempenho na Arena Condá apresentou dificuldades desde o início, enquanto a atuação em Ponta Grossa teve um primeiro tempo consistente que não se repetiu após o intervalo.

“O contexto do jogo tem algumas diferenças em relação ao da Chapecoense. Lógico que o histórico de ter dois gols à frente no segundo tempo e tomar o empate é semelhante, mas a Chapecoense teve volume e nos trouxe perigo desde o começo do jogo, onde tivemos pouco controle defensivo. Hoje eu entendo que o primeiro tempo foi o nosso melhor jogo defensivo. Tivemos uma evolução nesse sentido, permitindo poucas oportunidades, mas tendo muitas recuperações”, analisou o comandante coxa-branca.

Dificuldade em manter intensidade e matar o jogo

O treinador também apontou um problema recorrente nas duas partidas: a incapacidade de ampliar o marcador quando surgiram oportunidades claras. Em ambos os confrontos, o Coritiba teve chances de construir uma vantagem maior, mas não conseguiu transformar o domínio em resultado definitivo, o que acabou custando pontos e uma vantagem mais confortável na disputa estadual.

Fernando Seabra tecnico do Coritiba durante partida contra o Athletico-PR no estadio Arena da Baixada pelo campeonato Paraense 2026. Foto: Gabriel Machado/AGIF

“No segundo tempo não conseguimos sustentar nossa agressividade defensiva. Não tiramos o bloco de trás com a rapidez necessária. Diante dessa dificuldade, adotamos uma linha de cinco, então, apesar disso, assim como tivemos a chance do 4×1 e 4×2 em Chapecó, tivemos a chance do 3×0 aqui. Precisamos ser capazes de liquidar com o jogo e também sustentar o nível de agressividade, que foi muito interessante”, acrescentou.

Outro ponto citado foi o desgaste físico do elenco, agravado pela sequência de jogos entre competições diferentes. O empate acabou aumentando a exigência física da equipe, que poderia ter administrado melhor o esforço caso tivesse definido o resultado mais cedo. “Sentimos o desgaste, tanto pela sequência, como pela intensidade, e o adversário teve méritos. Agora temos que aproveitar os dias da semana para ajustar algumas coisas e termos uma resposta mais eficaz”, completou o treinador.

Opinião da redação do Antenados no Futebol

As declarações de Fernando Seabra indicam uma leitura equilibrada do momento do Coritiba. A equipe demonstra capacidade de construir vantagens, mas ainda busca regularidade para manter o desempenho ao longo dos 90 minutos. A identificação desses pontos pode ser determinante para a sequência da temporada.