O empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras, no último domingo (12), na Neo Química Arena, foi marcado por intensidade e uma série de polêmicas dentro e fora de campo. As expulsões evidenciaram o desequilíbrio do elenco alvinegro, que acabou punido por duas condutas antidesportivas ao longo do Derby Paulista.
Assim como no confronto diante do Fluminense, o Timão voltou a ter um jogador expulso por realizar gestos obscenos contra o adversário. A expulsão de André por Flávio Rodrigues de Souza, considerada correta, salienta que o elenco corintiano não assimilou o aprendizado do episódio ocorrido na penúltima rodada.
Já que Allan havia sido expulso por Davi de Oliveira Lacerda, no Maracanã, em confronto realizado há menos de duas semanas, pela mesma conduta antidesportiva, o episódio reforça a reincidência do problema e acende um alerta interno sobre a postura disciplinar da equipe em campo.
Diniz cobra mudança de postura para virar a chave do Corinthians
Na entrevista coletiva após o confronto, Fernando Diniz afirmou acreditar que esse tipo de expulsão não voltará a acontecer no Corinthians. Segundo o treinador, os jogadores sentiram o impacto da situação e pediram desculpas pelo ocorrido.
Os episódios evidenciam que o novo treinador do Corinthians terá um trabalho longo pela frente, em um ambiente turbulento e de alta pressão da torcida. Recuperar a confiança do elenco e reconquistar o respaldo das arquibancadas será fundamental, especialmente por meio de ajustes de comportamento e resultados consistentes dentro de campo.
Opinião: Expulsões de Allan e André prejudicaram o Corinthians e precisam dar lição
O empate entre Corinthians e Palmeiras escancarou um problema que vai além do resultado: a falta de controle emocional em momentos decisivos. A expulsão de André, repetindo um comportamento recente já visto com Allan, mostra que o elenco ainda não assimilou a gravidade desse tipo de atitude, prejudicando diretamente o desempenho coletivo em campo.
Nesse cenário, Fernando Diniz terá um desafio que vai além da parte tática: reconstruir a disciplina e a maturidade do grupo. Não basta apenas pedir desculpas após os episódios, é necessário demonstrar evolução prática dentro das quatro linhas. Se o Corinthians quiser competir em alto nível, precisará alinhar intensidade com responsabilidade para evitar que erros recorrentes sigam comprometendo seus resultados.
