O Corinthians derrotou a Portuguesa neste domingo (22), após Hugo Souza brilhar nos pênaltis. O goleiro já havia defendido uma cobrança nos 90 minutos e pegou mais dois chutes nas cobranças. No entanto, ao fim da partida, foi alvo de ofensas racistas da torcida adversária.

Em vídeo publicado pela Jovem Pan, dois torcedores da Lusa foram flagrados usando ofensas como: “favelado”, “sem dente”, “passa fome”, “piolhento” e “vai cortar esse cabelo”. O Timão, nesta segunda-feira (23), publicou nota de repúdio ao caso ocorrido.

O clube paulista revela que houve uma reunião com a Federação Paulista de Futebol (FPF), na tarde desta segunda. E cobrou para que as duas pessoas sejam identificadas e devidamente punidas. A Portuguesa também se manifestou antes e prometeu que irá identificar os responsáveis.

Nota oficial do Corinthians

“O Sport Club Corinthians Paulista vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às ofensas dirigidas ao goleiro Hugo Souza por parte de torcedores da Portuguesa de Desportos, manifestações estas que evocam termos e expressões historicamente associados ao racismo estrutural, prática inadmissível em qualquer contexto e absolutamente incompatível com os valores do esporte e da sociedade.

O Corinthians informa que cobrou formalmente a Federação Paulista de Futebol, durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (23), a devida apuração dos fatos, com identificação dos responsáveis e aplicação das sanções cabíveis, para que episódios como este não se repitam.

Como agremiação popular, diversa e comprometida com a justiça social, reafirmamos que não aceitaremos que o racismo passe impune em nenhuma circunstância.”

Hugo Souza goleiro do Corinthians durante execucao do hino nacional antes da partida contra o Sao Bernardo no estadio Primeiro de Maio pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

Opinião do Antenados no Futebol

Casos de racismo já não são mais novidade no futebol. O Corinthians age da forma correta ao cobrar punições aos dois torcedores. É necessário que as federações comecem a agir de forma mais impositiva com situações do tipo. A identificação será o primeiro passo.