O Fluminense empatou por 1 a 1 com o Independiente Rivadavia, nesta quarta-feira (6), pela Copa Libertadores da América, em uma atuação ofensiva de muito controle, mas pouca efetividade. O Tricolor terminou a partida com 72% de posse de bola, 579 passes trocados e 91% de precisão, além de 10 finalizações, sendo três no alvo.
Mesmo com amplo domínio territorial, o Fluminense encontrou dificuldades para acelerar o jogo e transformar posse em chances claras. A equipe ocupou o campo ofensivo durante boa parte da partida, mas faltou profundidade e agressividade nas ações próximas da área. O gol de empate saiu apenas nos acréscimos, em chute de fora da área de John Kennedy.
Agustín Canobbio foi um dos jogadores mais acionados no setor ofensivo e participou ativamente das movimentações do ataque. O uruguaio terminou o jogo com três finalizações, sofreu duas faltas no campo ofensivo e buscou constantemente infiltrações pelos lados e por dentro. Apesar disso, voltou a sofrer críticas pela falta de precisão nas conclusões.
Como você avalia a atuação de Canobbio no empate
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Canobbio teve intensidade, mas pecou na definição
Canobbio apresentou muita mobilidade durante os 37 minutos em que esteve em campo. O atacante alternou jogadas pelo corredor esquerdo com infiltrações em diagonal, tentando atacar os espaços deixados pela defesa argentina. Sua intensidade sem bola ajudou o Fluminense a sustentar pressão ofensiva em vários momentos do confronto.
As melhores oportunidades do uruguaio aconteceram no segundo tempo. Aos 32 minutos, recebeu passe de Nonato e finalizou da direita da área, levando perigo. Pouco depois, voltou a aparecer em jogada individual, mas concluiu sem precisão em um ângulo complicado. Ainda na primeira etapa, desperdiçou uma cabeçada dentro da área.
Mesmo participativo, Canobbio virou alvo de críticas da torcida nas redes sociais. No X/Twitter, alguns comentários mostraram forte insatisfação com o desempenho do atacante. Frases como “Eu não tenho mais forças pra xingar o Cannobio” e “Cannobio é muito ruim rapaziada, só serve pra correr igual um maluco atrás da bola” repercutiram após as chances desperdiçadas.
Opinião: reação no final, muita dificuldade no decorrer do jogo
O Fluminense mostrou novamente capacidade para controlar o jogo através da posse e da circulação curta, mas apresentou dificuldade para ser realmente perigoso no último terço. O time teve domínio estatístico, mas produziu pouco volume ofensivo de qualidade para quem ficou tanto tempo no campo adversário.
Canobbio resume bem esse cenário ofensivo. O uruguaio entrega intensidade, movimentação e participação constante na pressão alta, mas ainda falta transformar essa presença em números mais decisivos. Em jogos de Libertadores, eficiência nas conclusões costuma fazer diferença, e esse segue sendo o principal ponto a evoluir no atacante.
