A crise administrativa do Botafogo ganhou um novo capítulo na manhã desta quarta-feira (28). Isso porque o clube avalia entrar com um novo pedido de recuperação, mas desta vez judicial e com as dívidas feitas na gestão John Textor. A informação é do Globo Esporte.

Nos bastidores, o empresário trava uma guerra contra a Ares, que exerceu uma cláusula para assumir o controle da Eagle Football Holding. Contudo, graças à uma liminar da Justiça do Rio, Textor ainda segue como gestor da SAF do Botafogo.

Dívida bilionária do Botafogo

Ainda de acordo com o ge, a dívida total da SAF alvinegra gira em torno de R$ 1,5 bilhão. No entanto, o passivo a curto prazo é de R$ 700 milhões. A ideia é criar um novo plano de pagamento aos credores, a médio prazo. O Botafogo deve mover o pedido na mesma Vara empresarial no judiciário do RJ, onde já tramita o julgamento da disputa entre Eagle e Ares.

Vale frisar que, no fim de 2023, o Botafogo entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, ou seja, sem um processo jurídico oficial, que foi levado ao tribunal apenas para homologação. Na época, o pedido foi referente ao pagamento de uma dívida superior a R$ 400 milhões.

John Textor CEO do Botafogo durante partida contra o Corinthians no estadio Nilton Santos pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Fim do transfer ban?

A publicação acrescenta que o pedido de recuperação judicial foi um movimento do Botafogo. John Textor tenta manter seu controle na SAF e busca um empréstimo para reduzir o prejuízo financeiro do Glorioso.

Por fim, caso o pedido de recuperação judicial seja aceito, o Botafogo não poderá realizar pagamentos fora de seu escopo processual, que incluiria a dívida com o Atlanta United por Thiago Almada. Algo semelhante aconteceu com o rival Vasco, que foi punido com dois transfer ban e reverteu a punição após recorrer na Fifa.

Opinião do Antenados no Futebol

Acreditamos que recuperação judicial possa surgir como uma tentativa de ganhar fôlego em meio à crise com John Textor, mas também escancara falhas na condução financeira da SAF alvinegra. Pode organizar dívidas no curto prazo, porém reforça a instabilidade administrativa e o risco de perda de credibilidade do Botafogo dentro e fora de campo.