Depois de um início cercado por cobranças e desconfiança, Arthur Cabral começa a reencontrar estabilidade vestindo a camisa do Botafogo. O atacante de 28 anos alcançou a marca de nove gols na temporada e hoje aparece entre os principais nomes ofensivos do elenco alvinegro em 2026.

A recuperação do centroavante ganhou força após semanas complicadas dentro de campo. Entre fevereiro e abril, o camisa 9 atravessou um longo jejum ofensivo, cenário que aumentou ainda mais a pressão em torno do alto investimento feito pelo clube carioca para tirá-lo do Benfica no ano passado.

Em entrevista concedida ao ge, Arthur abriu o coração ao falar sobre o lado emocional enfrentado por atletas em momentos de baixa confiança. Segundo ele, o aspecto psicológico interfere diretamente até nas atividades mais simples da rotina de treinamentos.

Arthur Cabral merece mais sequência como titular no Botafogo após a retomada na temporada?

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Sim, vive seu melhor momento no clube
Merece chances, mas sem unanimidade

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Arthur Cabral explica como a confiança afetou desempenho no Botafogo

“Nossa mente é muito complicada. Às vezes a gente pensa que desaprendeu a jogar, mas são pensamentos que vêm e vão. A gente pensa em coisas que a gente não controla. Mas nada que tenha tomado conta de mim. Nosso psicológico é complicado, a gente subestima muito. A falta de confiança no dia a dia faz diferença, até no treinamento as coisas não saem. Temos que saber lidar com isso”, disse em entrevista ao “GE”.

O atacante também comentou sobre a pressão específica vivida por jogadores da posição. Contratado por cerca de 15 milhões de euros pelo Botafogo, Arthur reconheceu que a cobrança cresce rapidamente quando os gols deixam de acontecer, principalmente em um clube que vive expectativa alta por resultados.

RJ – RIO DE JANEIRO – 28/04/2026 – COPA SUL-AMERICANA 2026, BOTAFOGO X INDEPENDIENTE PETROLERO – Arthur Cabral jogador do Botafogo durante partida contra o Independiente Petrolero no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Sul-Americana 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

“É complicado. Principal função do centroavante é fazer gols. Quando a gente passa um, dois, três, quatro jogos sem fazer gol é complicado. Parece que a bola está fugindo de você. É tentar manter a positividade. Isso entra até no papo psicológico, de tentar manter a confiança em alta. Vai muito de avaliar seu próprio jogo, as jogadas, ações. Sempre tem alguma coisa para melhorar”, concluiu.

Opinião: Arthur Cabral expôs um tema pouco debatido no futebol brasileiro

O relato do atacante do Botafogo mostra como o aspecto mental ainda recebe menos atenção do que deveria dentro do futebol. Em clubes de grande pressão, principalmente para jogadores ofensivos, uma sequência ruim rapidamente se transforma em peso emocional dentro e fora de campo.

A sinceridade de Arthur Cabral também ajuda a humanizar uma função extremamente cobrada. O torcedor normalmente enxerga apenas gols e números, mas a confiança influencia diretamente cada decisão tomada durante uma partida. A retomada do atacante pode representar não apenas crescimento técnico, mas também maturidade emocional para suportar o ambiente de exigência no Botafogo.