O Fluminense voltou de Saquarema com um resultado indigesto. Diante do Boavista, o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 e entrou para a lista de surpresas negativas da semana no futebol. O tropeço expôs um time ainda em construção e distante do ritmo ideal neste começo de Campeonato Carioca.
Após a partida, Guilherme Arana buscou contextualizar o resultado, lembrando que o futebol atual tem sido cada vez menos previsível. “Hoje em dia não tem adversário bobo, a gente vê o Real Madrid nessa semana, que perdeu para um adversário muito inferior”, disse o lateral à GeTv.
Desgaste físico e adaptação pesaram no rendimento
Antes de citar exemplos internacionais, Arana fez uma análise direta do momento do Fluminense. Segundo ele, a preparação curta e o estágio inicial do trabalho impactaram diretamente no desempenho em campo.
“As equipes do interior vem trabalhando há mais tempo que a gente. Estadual a gente sabe as dificuldades que enfrentamos. É importante ganhar minutos e se adaptar o mais rápido possível, conhecer companheiros. Fisicamente não estamos 100%, faz duas semanas que começamos o trabalho. Esses jogos são importantes não só fisicamente mas para pegar ritmo, a hora certa de tomar decisão…”, afirmou.
A avaliação interna é de que o Carioca serve como laboratório para ajustes, ainda que o preço seja alto em termos de resultado e confiança.
Hulk, bastidores e uma possibilidade futura
Recém-integrado ao elenco, Arana também comentou sobre o nome mais comentado dos últimos dias nas Laranjeiras. A tentativa frustrada de trazer Hulk gerou expectativa, mas o lateral tratou o assunto com cautela e deixou a porta aberta para o futuro.
“A gente acompanha pela imprensa. Eu liguei pra ele, mas em nenhum momento falei sobre a negociação. Na verdade, é muita coisa que passa na cabeça do Hulk, eu conheço muito bem (risos). Fiquei triste que não deu certo, mas quem sabe se no próximo ano ele não possa estar aqui? No meio do ano já pode assinar um pré-contrato”, disse.
Opinião da redação do Antenados no Futebol
O resultado contra o Boavista escancara um Fluminense ainda longe da versão competitiva esperada para a temporada. As explicações fazem sentido e são coerentes com o estágio do trabalho, mas não anulam o sinal de alerta. O Carioca permite testes, porém derrotas assim cobram ajustes rápidos, principalmente na intensidade e na tomada de decisão. O tempo existe, mas ele começa a pressionar.
