No primeiro tempo do Palmeiras, o plano do Abel Ferreira era claro: bloco médio, esperar o erro e acelerar. Só que o pênalti cedo quebrou isso completamente. Com o Junior na frente, o Palmeiras foi obrigado a propor o jogo em um gramado ruim. A equipe tentou sair jogando, mas errou domínio e passe o tempo todo, principalmente no meio com Marlon e Andreas, que não conseguiram dar fluidez.

Além disso, o Palmeiras não conseguiu parar o lado direito do Junior. Guerrero ganhou quase todos os duelos em cima do Arthur, e o time colombiano explorou isso direto. O Verdão até teve a bola em alguns momentos, mas era posse inútil, rodando sem infiltrar. Quando tentou acelerar, esbarrou na recomposição rápida do rival. Resultado: time travado, sem profundidade e sofrendo fisicamente.

No segundo tempo, Abel muda o jeito de atacar: menos toque curto e mais bola direta no Flaco. O empate sai exatamente disso, disputa aérea, desvio e ataque ao espaço do Sosa. A partir daí, o Palmeiras cresce de verdade: começa a finalizar mais, usando Khellven aberto e empurrando o Junior para trás. Foi o melhor momento do time no jogo.

Só que o problema continuou: toda vez que perdia a bola, sofria. O Junior achava espaço nas costas da defesa com facilidade, principalmente em bola longa. Giay e a última linha ficaram expostos várias vezes, e o Palmeiras só não levou o segundo gol porque o Carlos Miguel salvou. Ou seja: melhorou no ataque, mas nunca teve controle do jogo.

Opinião: Palmeiras melhora, mas segue vulnerável sem a bola

Por fim, a leitura que fica é simples: o Palmeiras só entrou no jogo quando abandonou a ideia inicial e foi mais direto, algo que o Abel Ferreira demorou a ajustar. O empate nasce justamente dessa mudança de comportamento, explorando força física e jogo vertical.

Porém, ao mesmo tempo, a equipe mostrou um problema recorrente: não consegue equilibrar ataque e defesa. Sempre que cresce no jogo, deixa espaço atrás. Assim, a melhora existiu, mas ainda falta controle e em jogos mais pesados, isso costuma custar caro.