A atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos segue repercutindo. Desta vez, as críticas vieram dos Estados Unidos. O ex-meio-campista Sacha Kljestan, que defendeu a seleção norte-americana, afirmou que não vê a equipe de Carlo Ancelotti entre as grandes favoritas ao título.

Durante participação no programa Fifa World Cup Now, da FOX Sports, Kljestan revelou que já apostava em uma campanha decepcionante da Seleção antes mesmo do início do torneio.

“Antes da Copa começar nós tínhamos que fazer nossas previsões e eu escolhi o Brasil como um dos times que cairiam cedo na competição. Amo o Carlo Ancelotti como treinador e concordo que este há muito talento individual nas mãos dele, mas eles ainda não encontraram uma forma de jogar que seja difícil de enfrentá-los.”

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Neymar também entrou na discussão

O ex-jogador também questionou o papel de Neymar dentro do grupo brasileiro. Ausente na estreia contra os marroquinos, o camisa 10 segue sendo tema frequente nos debates sobre a equipe nacional. “Não sei onde o Neymar está nessa equação. Ele sairá do banco? Fará diferença nesta Copa ou já está muito atrás? No momento tenho muitas dúvidas em relação a esta seleção.”

Kljestan conhece bem o peso de enfrentar o Brasil. Em 2009, ele esteve em campo na final da Copa das Confederações, quando a Seleção venceu os Estados Unidos por 3 a 2 e conquistou mais um título internacional com uma geração liderada por nomes como Kaká, Luís Fabiano e Lúcio.

ESTADOS UNIDOS – NOVA JERSEY – 13/06/2026 – COPA DO MUNDO 2026, BRASIL X MARROCOS – Casemiro jogador do Brasil disputa lance com Bouaddi jogador do Marrocos durante partida no estadio MetLife Stadium pelo campeonato Copa Do Mundo 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/AGIF

Comparação com gerações do passado

Ao relembrar aquele período, o norte-americano destacou a diferença de percepção que existia sobre a Seleção Brasileira. “Houve um momento em que se você fosse enfrentar o Brasil, olharia para o campo e veria vencedores da Bola de Ouro. Aquela camisa era assustadora, era como enfrentar os Lakers ou enfrentar os Yankees, como se você entrasse em campo e já soubesse que estava um pouco em desvantagem, mas esses dias já passaram.”

As críticas podem soar exageradas após apenas uma rodada, mas servem como alerta. O Brasil segue recheado de talento individual, porém ainda não mostrou a força coletiva que costuma separar candidatos ao título dos simples participantes. Em Copa do Mundo, o respeito se conquista dentro de campo. E, pelo menos após a estreia, a equipe de Ancelotti ainda está devendo essa resposta.