Wallace Yan virou assunto no Flamengo ao longo da semana. Isso porque o atacante já estava apalavrado com o Red Bull Bragantino e sua contratação estava encaminhada pelo clube paulista. No entanto, as negociações com o Rubro-Negro caíram e, por ora, o jogador de 20 anos fica na Gávea.

Foi revelado inicialmente que partiu do Bragantino o desejo de mudar os moldes da negociação, algo que teria mudado a postura do Flamengo. No entanto, segundo o jornalista Jorge Nicola, o Massa Bruta não chegou a alterar o modelo da contratação nem os valores, mas sugeriu o pagamento de forma parcelada.

Bap queria pagamento à vista por Wallace Yan

De acordo com Nicola, o presidente do Flamengo, Bap, negou o parcelamento e exigiu do Bragantino o pagamento da transferência de 8 milhões de euros fixos (R$ 49,8 milhões na cotação atual) à vista. A partir daí, o Bragantino se afastou das negociações. 

“Detalhes da minha apuração: ouvi o outro lado; Red Bull Bragantino manteve a proposta de 8 milhões de euros fixos mais 2 milhões de euros em bônus por metas fáceis de serem alcançadas Acontece que toda a negociação foi feita com dirigentes do Flamengo. Quando ela chegou nas mãos do presidente Bap, ele exigiu que o Bragantino fizesse o pagamento à vista”, revelou Nicola em seu canal no YouTube neste sábado (31).

BAP, presidente do Flamengo. FOTO MARIANA SÁ/FLAMENGO

O jornalista também acrescenta que o fim das conversas representa mais um ‘capítulo’ na relação conturbada entre Bap e o Bragantino. Ainda de acordo com Nicola, as partes têm uma ‘rusga’ por conta das decisões do presidente do Flamengo em relação à Libra.

“Diante deste cenário, o mais natural é que Wallace Yan não se transfira para Bragança Paulista. Existe um problema entre Bragantino e Bap desde a temporada passada, e teve início na Libra. A partir daí, começou uma rusga”, completou o jornalista.

Opinião do Antenados no Futebol

A situação de Wallace Yan expõe uma certa inflexibilidade do Flamengo no mercado da bola, mas também mostra que o clube está disposto a perder uma venda para impor suas condições. A exigência de pagamento à vista reforça a força política e institucional do clube, mas existe o risco do atleta sair como o mais prejudicado neste cenário.