Os bastidores do Flamengo seguem fervendo neste início de 2026. Em meio ao desempenho abaixo do time em campo, o departamento de futebol tem lidado com críticas nos últimos dias e até mesmo protestos.

O técnico Filipe Luís e o executivo de futebol José Boto têm sido alvo de questionamentos por grande parte da torcida. Além disso, foi revelado pelo Globo Esporte que existe um atrito entre os dois por conta de um pedido do treinador que não foi atendido: a contratação de um centroavante de peso.

A janela de transferências internacionais se encerra nesta terça-feira (3) e o Flamengo encerrou seu ciclo de contratações. Para 2026, o Rubro-Negro acertou com três reforços: o goleiro Andrew, o zagueiro Vitão e o meia Lucas Paquetá. Inclusive, o retorno do cria teria ligação direta com a ‘não-vinda’ de um camisa 9.

Lucas Paquetá limitou capacidade financeira do Flamengo, diz ge

Lucas Paqueta jogador do Flamengo durante partida contra o Internacional no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A reportagem do ge acrescenta que o fato do Fla ter desembolsado 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões) limitou o orçamento do clube para contratações nesta primeira janela de 2026.

O Mais Querido mirava um nome de peso, que chegasse para assumir a titularidade no ataque de forma incontestável. Kaio Jorge, Taty Castellanos e Richarlison foram alguns dos candidatos a reforço, mas o clube não avançou com nenhum deles.

Com este perfil em mente, ficou difícil para o departamento de futebol chegar a um consenso com o orçamento mais apertado por conta da chegada de Lucas Paquetá, que representa a maior compra da história do futebol brasileiro até o momento. A situação causou incômodo em Filipe Luís, que não teve o pedido atendido por José Boto no mercado da bola.

Opinião do Antenados no Futebol

A contratação de Paquetá é tecnicamente justificável pelo impacto esportivo e simbólico, mas ao concentrar grande parte do orçamento em um único reforço, o clube comprometeu a capacidade de suprir uma carência no elenco. Isso não apenas limita as opções de Filipe Luís, como também amplia a pressão, reforçando a percepção de desalinhamento entre as prioridades esportivas e as decisões financeiras do departamento de futebol.