A permanência de Chris Ramos no Botafogo ganhou novos desdobramentos nesta semana, após uma declaração contundente do presidente do Cádiz, da Espanha. A permanência de Chris Ramos no Botafogo passou a ter novos desdobramentos nesta semana, depois de uma declaração forte do presidente do Cádiz CF. O atacante espanhol, que já vinha cumprindo metas contratuais, teve sua compra definitiva confirmada, mas a revelação veio junto de uma cobrança pública que expôs a relação financeira entre os clubes.

Inicialmente, o acordo previa que o jogador chegaria por empréstimo com obrigação de compra mediante metas esportivas. Contudo, essas condições foram atingidas e o atacante passa a ser oficialmente jogador do clube carioca. O detalhe que mudou o tom da negociação veio logo após a confirmação do próprio dirigente espanhol.

Foi então que Manuel Vizcaíno não poupou palavras ao falar sobre a situação. O presidente do Cádiz afirmou: “Chris Ramos foi emprestado [até 30 de junho de 2026], tinha uma série de condições para permanecer, cumpriu-as e é jogador do Botafogo. É só isso. Aliás, o Botafogo ainda não nos pagou. Vamos ver se eles nos pagam“, declarou em coletiva nesta quinta (18).

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Dívida do Botafogo por Chris Ramos

A contratação de Chris Ramos havia sido aprovada internamente por Davide Ancelotti e envolveu um investimento de aproximadamente 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 21,1 milhões na cotação da época), com pagamento diluído ao longo de três anos. Apesar disso, o atacante teve participação limitada até aqui, somando 21 partidas, cinco gols e uma assistência.

Além disso, o Cádiz consta na lista de credores do time carioca dentro do processo de Recuperação Judicial em andamento no clube. Segundo os dados apresentados, o valor da dívida gira em torno de R$ 5,66 milhões, e as partes envolvidas ainda podem contestá-lo.

Contudo, o clube carioca enfrenta um cenário jurídico e financeiro delicado. O Botafogo está atualmente sob punições da FIFA, com seis transfer bans ativos, o que impede novas inscrições de jogadores e amplia a pressão administrativa sobre a diretoria.

Glorioso se complica na Justiça

Aliás, a Justiça do Rio de Janeiro reconheceu recentemente que o clube não pode realizar determinados pagamentos devido ao processo de recuperação judicial, comunicando a situação à FIFA. Até o momento, a entidade máxima do futebol ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.

Por fim, a situação de Chris Ramos ilustra um cenário mais amplo envolvendo finanças, decisões judiciais e restrições esportivas, que seguem impactando diretamente a gestão do Botafogo e suas movimentações no mercado.